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COMO TER BONS FUNDAMENTOS PARA UMA VIDA CRISTÃ CONSTANTE E ABUNDANTE




Hebreus 13

Introdução

Analisando o último capitulo do livro de Hebreus, podemos com toda certeza tirar aprendizados tremendos para nossa vida, e como nos tornar constantes e abundantes na obra de Cristo. Os doze primeiros capítulos do livro de hebreus nos trazem um tratado doutrinário repleto de avisos e exortações. Já o capitulo 13 é uma serie de exortações morais de ordem pratica. Por isso, é importante fazer uma analise expositiva deste capitulo que com certeza tem as respostas de forma concisa para sabermos: "como ter bons fundamentos para uma vida cristã constante e abundante".

I – REAVALIANDO NOSSOS RELACIONAMENTOS PESSOAIS

V.1 – (AMOR) O escritor, neste primeiro verso quer enfatizar a questão de não se negligenciar a questão do amor entre os irmãos. Pois, só quem ama realmente é que se parece mais com Deus. E, próprio Jesus certa vez procurou pessoalmente enfatizar esta questão quando disse que o mundo nos conheceria, se nos amassemos. Calvino certa vez falou que: “É impossível sermos cristãos, sem antes sermos irmãos". O amor cristão para com seu próximo deve ser universal. Romanos 12:10: “
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”

V-2 – (HOSPITALIDADE) Esta questão da hospitalidade era muito importante para os daquela época. Convidar alguém para se hospedar ou mesmo fazer uma refeição em uma casa, era estar sendo convidado para participar da mesma comunhão. Era uma grande prova de amizade. Além da necessidade que havia para que se exercesse a hospitalidade. Quando o escritor se refere à não "negligenciar" era porque as pessoas corriam o risco de caírem no esquecimento. Esta não era uma virtude cristã, mas fazia parte das responsabilidades do amor.

V.3 – (INTERCESSÃO) Nesta época muitos cristãos tinham sido encarcerados por causa da sua fé. Era importante que os irmãos em Cristo se encorajassem e intercedessem. Ou seja, devemos socorrer de modo prático quem venha precisar de nossa ajuda, seja por causa de perseguições, seja por causa de quaisquer circunstâncias adversas da vida. Jesus mesmo se identificou com os necessitados e desabrigados dizendo que o mesmo tratamento dado a eles era o mesmo dado a ele.

II – REAVALIANDO NOSSA VIDA PESSOAL

V.4 - Somos templos do Espírito Santo, por isso, não podemos desonrar nossos corpos santos com pessoas sexualmente impuras e nem com práticas que fogem aos princípios estabelecidos por Deus. Pois, com toda certeza, Deus julgará tanto solteiros que vivam em praticas de fornicação, como adúlteros. Deus é justo e imparcial.

V.5-6 - Se queremos ter uma vida cristã e constante, é preciso se manter longe deste abismo chamado "avareza". Pois, a raiz da avareza é a falta de confiança em Deus. Quem tem confiança em Deus, sabe estar contente em tudo - Fl 4.11. Não é o dinheiro em si que é um mal, mas sim o amor, a cobiça a ele que fez e faz com que muitos se desviem da fé. A avareza tira a paz de espírito, que a maior riqueza que possuímos. Estar contente com que temos é a certeza de confiar naquele que nos fortalece- Fl 4.11-13. Podemos não ter nada, mas temos a riqueza do espírito. Os cristão do tempo do escritor passavam por perseguições, assim como também podemos passar, entretanto, podemos dizer com ousadia: ...Não temo o que possa me fazer o homem". O homem pode fazer tudo contra minha vida, mas não pode fazer nada contra a minha alma. Aleluia. No original grego isso quer dizer: Nunca, não, não te deixarei para traz ou te abandonarei". Que promessa para esses dias tão difíceis. Temos o Grande Pastor - Sl 23.1.

III – REAVALIANDO NOSSA VIDA ESPIRITUAL

V.7 - Fazendo esta reavaliação da nossa vida espiritual, é importante sempre nos lembrar dos grandes lideres do passado. Pessoas que possamos nos espelhar e imitar a sua maneira de viver, bem como a sua fé. É claro que, o escritor está se referindo aos fundadores da igreja, mas nós hoje temos também pessoas mais recentes das quais tiveram uma vida que podemos atentamente lembrar. Devemos imitar a fé perseverante destas pessoas (6.12). Assim, como seria de grande utilidade para a vida espiritual dos daquela época de perseguição que sofriam os primeiros leitores, assim será importante para nós, nestes dias tão maus. Alguém falou: “imitemos sua fé e logo estaremos imitando seus feitos".

V.9-16. Não devemos ser mais, como Paulo bem colocou em Ef 4, meninos inconstantes levados em toda doutrina. Pois, o mais importante é estar o nosso coração confirmado na graça de Cristo. Cristo é o nosso substituto e o nosso Sumo sacerdote. O sangue de Cristo expiou os nossos pecados e por causa destes mesmos pecados Ele foi levado para fora da cidade como sacrifício pelos nossos pecados, da mesma forma que era feito nas cerimônias que prefiguravam o que aconteceria com Cristo. O altar do versículo 10 é um altar espiritual e cristão que expõe a maneira certa de aproximar-se de Deus. O corpo do animal, cujo sangue era levado para dentro do Santo dos Santos no dia da expiação, era queimado fora do arraial, simbolizando toda ira Deus sobre Cristo quando Ele se fez pecado na cruz por nós. V.11. Este é o lugar onde devemos nos encontrar com Cristo, fora da porta. Desprezados, não reconhecido pelo mundo. Tomando nossa crua e indo após Ele e nos associando em Sua separação deste mundo e suas religiões vazias. Pois, a nossa cidade, o nosso descanso não é de maneira nenhuma aqui. Temos uma cidade celestial na qual Deus é o arquiteto e edificador - Hb 11.10.
Desta forma, podemos oferecer louvores a Deus. Os sacrifícios já não existem mais. Entretanto, o crente tem um sacrifício que pode ser oferecido ao Senhor e que lhe grada: Louvor ao Seu nome. No salmo 50.14,23, o Senhor pede "ações de graças" no lugar de sacrifícios. Mas, estes sacrifícios de palavras devem ser acompanhados por atitudes, V.16.

V.17 - A responsabilidade do pastor não se limita somente a este mundo. Assim como devemos nos lembrar dos heróis do passado, devemos imitar, lembrar, obedecer e honrar aos nossos heróis do presente. Heróis que muitas vezes anulam suas próprias vidas para velar, vigiar o seu rebanho. Se a igreja reconhece tão grande responsabilidade não haverá motivos para gemidos que nada valem para nós. Ajudemos aos nossos pastores para que, o relatório prestado naquele grande dia seja satisfatório. Guardar o bem estar dos outros é coisa muito seria. A palavra velar no grego significa: “Estar sem sono". É isto que acontece com a vida do nosso pastor. Muitas vezes estão sem sono pelas nossas almas, para que estejamos longe da apostasia.

CONCLUSÃO:
Que possamos aplicar estes ensinos a nossa vida diária. Pois somos pessoas que não podemos estar livres das nossas responsabilidades sociais, pessoais e nem espirituais. Que venhamos entender o sentido destas exortações do Senhor na Sua Palavra. Que venhamos honrar aos nossos pastores, reconhecendo quão grande é a sua responsabilidade. Amém.


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