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Os Evangelhos - Ensinando na Sinagoga, Curando e Pregando na Galileia (18)


Leia Lucas 4:31-44, Marcos 1:23-28, Mateus 4:23-25, 8:14-17. 

 
 

Um pouco depois de ter tido um evento de rejeição em Nazaré, Jesus se dirige a Cafarnaum continuando seu ministério de ensino e preparo dos seus discípulos sobre o que haveria de vir. 


Mateus faz basicamente um resumo dos eventos da entrada de Jesus em Cafarnaum, já Lucas e Marcos trazem mais detalhes sobre os eventos e o que eles representaram embora não haja 100% de coincidência neles nem na sua sequência. Não temos como ser precisos na ordem temporal dos acontecimentos. 


Uma coisa comum entre Mateus e Lucas que é destacada é que a fama de Jesus de já era algo notável, muito provavelmente por conta das notícias de atos miraculosos que mais uma vez acontecem durante essa temporada de Jesus na região. 


Uma questão geográfica que desejamos ressaltar é que a Síria citada não deve ser referir a Síria atual e sim a toda uma região ao nordeste da Galileia até Damasco. 

 

 
 

Cafarnaum pertencia a região da Galileia. Era uma cidade desenvolvida comercialmente, chegando a ter um posto alfandegário onde se recolhiam os impostos (Mateus 9:9). A cidade tinha uma forte presença romana. Galileus e romanos tinham uma relação pacífica, a ponto do centurião ter construído a sinagoga da cidade (Lucas 7:4-5). De origem aramaica, o nome Cafarnaum significa "vila de Naum". 

O relato de Lucas nos diz que Jesus falava com autoridade. 

 

O primeiro dos atos miraculosos listado é o Endemoninhado na Sinagoga. O relato é bem resumido, o espírito imundo que estava possuindo um homem começa com uma afirmação reconhecendo o poder de Jesus em atacá-lo, e sua essência, “Santo de Deus”, essa expressão usada denota o relacionamento especial entre Pai e Filho, e a reação do demônio também demonstra que um componente do ministério de Jesus era destruir o mal. Interessante notar que Jesus demonstra autoridade e não “conversa” com o espírito que possuía aquele homem e apenas ordena o “Cala-te”. Como sempre vemos e enfatizamos os milagres de Jesus serviam principalmente para autenticação do seu poder e do seu ministério, “todos ficaram maravilhados”. 


O segundo ato que é listado é a cura da sogra de Pedro, ainda chamado apenas de Simão, só mais a frente Jesus muda o nome dele para Cefas . Mateus e Lucas citam uma febre de origem não identificada, a expressão usada por Lucas de repreender a febre não nos garante a compreensão convicta de que houvesse uma razão espiritual para essa febre e pode significar apenas uma expressão forte para uma visão genérica que todos os males tenham de alguma forma uma origem espiritual. Mas o fato é a mulher foi curada de imediato e em troca foi servir a Jesus em retribuição. 


A esses dois atos segue-se um relato resumido que ao fim do dia muitos trouxeram seus enfermos que foram curados bem como pessoas possuídas que tinham o espírito imundo que os dominava expulsos, e tanto Mateus quanto Lucas nos relatam que havia um constante reconhecimento por parte dos espíritos em alta voz que Jesus era o Filho de Deus. 


Mas para além dos atos em si, temos aqui o cumprimento da profecia de Isaías 53:4 que nos diz que Jesus levaria sobre si as dores e enfermidades. E depois desses atos a população de Cafarnaum queriam manter Jesus ali por perto, talvez como uma fonte de benefício de cura para eles, mas Jesus traz a afirmação que nos elucida e tira qualquer dúvida de qual era o cerne do ministério de Cristo, a pregação do evangelho. E assim continuou seu ministério pela Galileia. 

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