Pular para o conteúdo principal

Os Evangelhos – A primeira cura (15)




Leia João 4:43-54; Lucas 4:14-15; Marcos 1:14-15; Mateus 4:17 

 

Apenas João se detém na narrativa sobre esse momento. Jesus depois dos eventos com os samaritanos em Sicar finalmente se dirige e chega na Galileia. 

João registra uma afirmação de Jesus: “Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria.” que é um pouco intrigante por não ficar tão claro se ela se referia a Judeia ou a Galileia. Temos como fatos marcantes que: 


  1. Os judeus da Judeia nunca em nenhum momento receberam bem a Jesus, salvo casos mais específicos como o chamado domingo de ramos. 
  2. Por outro lado João sempre apresenta Jesus como oriundo da Galileia. 


Porém verificando o texto a seguir “... os galileus o receberam, vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa;” nos dá uma ideia de que a recepção de Jesus na Galileia foi boa. Poderíamos concluir que se referia a Judeia mesmo, porém não nos esqueçamos que Jesus foi expulso de Nazaré. Ou seja, existem bons argumentos para ambas as conclusões. 


Apesar de João detalhar melhor o evento da cura queremos destacar os versos de Marcos e Mateus, iguais: “Arrependei-vos, e crede no evangelho.” Essa é o cerne da mensagem do Evangelho, o Cristo que conclama todos ao arrependimento e a se entregarem a Ele prórpio, sendo Ele exatamente a Boa Nova de salvação. 


Nesta viagem, Jesus volta a Caná, lugar onde realizou seu primeiro milagre, transformando água em vinho. Vários estudiosos afirmam que em Caná, inlcuindo o casal das bodas, moravam parentes de Jesus, provavelmente da família de Maria, mas isso não é parte importante da narrativa mas sim o que ocorre logo à sua chegada. Notemos que nesse momento de seu ministério Jesus já era bem conhecido, os atos realizados por Jesus na Judeia o precediam e João registra a ansiedade dos galileus em conhecê-lo melhor. 


Um oficial da corte de Herodes, o tetrarca, sabedor da fama de Jesus o procura por conta doença de seu filho, importante ressaltar que é bastante preciso inferir que esse milagra da cura do menino seja apenas o primeiro registrado, mas não o primeiro milagre de cura de Jesus. 


Interessante notar que muitos se aproximavam de Jesus pelos sinais, fato que ainda hoje acontece com frequência, no entanto Jesus chama atenção de todos antes de realizar esse milagre para a verdadeira natureza essencial de seu ministério, o arrependimento dos pecados e a confiança no próprio Cristo são a essência da mensagem trazida. 


Vemos a fé do oficial pela sua insistência para que Jesus o acompanhasse, confiando que ele curaria seu filho, para muitos a afirmação de Jesus pode ter parecido um balde de água fria, “... seu filho vive.” Mas não é o que João registra. Também não há um registro claro que no coração daquele homem já se instalara uma certeza absoluta pela cura, mas de qualquer forma ele volta para casa na esperança que as palavras de Jesus representavam o reestabelecimento de seu filho. Porém certamente o coração daquele homem se aqueceu sobremaneira ao encontrar com seus servos no caminho e ouvir que eles corriam ao seu encontro para avisar que seu filho estava de pé e reestabelecido, e maravilhosamente confirmar que a hora da cura era exatamente a mesma hora das palavras de Jesus. Ele e toda sua creram. 


Jesus veio exatamente para dar vida, reviver os mortos e reestabelecer os doentes, espirituais. E para que creiamos nele.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...

Tolices que Cantamos XIX – Me Quebra

  Existem alguma músicas que de tão antigas e arraigadas, aquelas que nos ensinaram desde criança, na nossa mente nem prestamos mais atenção na letra, repetimos quase que automaticamente. “ Eu quero ser Senhor amado … quebra a minha vida e faze-a de novo … ” Existe um ideia embutida de contrição nessa música, que é até louvável. Mas vamos ver os textos onde ela se baseia, Jeremias 18-20. O tema é de juízo pelo pecado e desobediência do povo. A profecia de Jeremias é de um Deus que diz que destruirá qualquer nação que não se submeter a sua vontade e a observância da sua lei. Ao cantarmos essa música estamos clamando a Deus por juízo. Temos consciência disso?   Estamos conscientemente pedindo para sermos motivo de opróbrio? (Jeremias 19:10-14) . A intenção pode até ser outra por desconhecimento e ignorância, mas a partir do momento que conhecemos a Palavra precisamos entender que o que estamos dizendo tem suas implicações.