Pular para o conteúdo principal

A Soberba dos que ocupam espaço.

 


Tenho cada vez menos motivação para participar de qualquer coisa onde por alguma razão eu termine tendo que sugerir algo.

O que vejo é muito blá blá blá sobre horizontalidade, participação coletiva, descentralização de decisões, construção de saber, entre outras palavrinhas da moda tão caras aos que vivem por sinalizar virtudes que não tem.

Estar aberto a sugestões requer uma dose enorme de coragem, auto crítica, e sobretudo capacidade de assimilação, sintetização e principalmente decisão e ação. A frase célebre e detestável "o ótimo é inimigo do bom" mesmo quando não repetida serve apenas como muleta para não se fazer nada. E há muito tempo atrás li numa crônica de Max Gheringer algo que me marcou, "se não existe solução possível então não existe o problema."

E uma das coisas mais nocivas numa liderança é usar frases com intenções subliminares.

O mesmo vale para o ensino, se voce está ensinando algo sobre o qual existe alguma polêmica e correntes distintas, por mais que voce tenha uma posição já firmada, cabe a voce que está na posição de ensino, ao menos citar as demais correntes, pontuando suas defesas e claro apontando onde estariam as incoerências. Falar para quem lhe assiste apenas da corrente de ideia a qual todo mundo já concorda não trará aprendizado algum aos que o assistem. Defender algo implica necessariamente em conhecer o oponente.

Isso cansa. Cansa muito. Desperdício de tempo e de recursos agir dessa forma.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...

Tolices que Cantamos XIX – Me Quebra

  Existem alguma músicas que de tão antigas e arraigadas, aquelas que nos ensinaram desde criança, na nossa mente nem prestamos mais atenção na letra, repetimos quase que automaticamente. “ Eu quero ser Senhor amado … quebra a minha vida e faze-a de novo … ” Existe um ideia embutida de contrição nessa música, que é até louvável. Mas vamos ver os textos onde ela se baseia, Jeremias 18-20. O tema é de juízo pelo pecado e desobediência do povo. A profecia de Jeremias é de um Deus que diz que destruirá qualquer nação que não se submeter a sua vontade e a observância da sua lei. Ao cantarmos essa música estamos clamando a Deus por juízo. Temos consciência disso?   Estamos conscientemente pedindo para sermos motivo de opróbrio? (Jeremias 19:10-14) . A intenção pode até ser outra por desconhecimento e ignorância, mas a partir do momento que conhecemos a Palavra precisamos entender que o que estamos dizendo tem suas implicações.