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Proibir nem sempre funciona.

 


Eu já escrevi há algum tempo um artigo que citava que a solução para quase tudo no Brasil a decisão é colocar um quebra-molas (aqui). Retornando em parte ao assunto, ontem ouvi num programa esportivo, não vou falar sobre a vitória do Flamengo aqui, mas ele foi campeão em cima do Palmeiras, mas voltando a nosso foco no assunto, um dos comentaristas falava sobre um vídeo onde jogadores do Flamengo cantavam uma musiquinha “tirando onda” do Palmeiras e falava que isso era ruim porque podia gerar violência por causa da sociedade etc.

 

Mas quero focar na resposta de um outro comentarista que disse que não achava errada a tal “zoeira” e que mesmo reconhecendo que existem os que se chama hoje em dia de haters, entendia que a solução não é proibir as boas manifestações, e sim falara que elas são brincadeiras sadias e pelo bom exemplo na forma como trata-las pode-se conseguir melhores resultados do que pela proibição.

 

Chegamos no ponto que o assunto parece lá com o artigo do quebra-molas.

 

Se criou na sociedade moderna, e isso está cada vez mais forte, o hábito de coletivizar tudo no sentido inverso de cada indivíduo responder por seus atos, e a solução quase sempre é colocar um freio em algo que não é um problema sem si mesmo mas como forma a prevenir uma possível reação de pessoas, indivíduos. Ou seja, mais um quebra-molas. Enquanto isso o indivíduo segue não sendo responsabilizado por seus atos.

 

Precisamos conversar muito sério sobre isso. Nessa sociedade se proíbem:

 

1.    Filmes porque podem incentivar comportamentos inconvenientes mesmo que os filmes os denunciem;

2.    Desenhos porque podem incentivar preconceitos;

3.    Jogos porque podem incentivar violência; e

4.    Comemorações porque podem despertar ódio nos outros torcedores.

 

As pessoas desajustadas, ressentidas e que tem ódio incrustrado nos seus seres é que devem ser punidos se não se limitarem, não toda a coletividade. Eu já disse em algumas oportunidades que cresci assistindo filmes de guerra e os famosos faroestes, joguei e zerei Doom e Quake, e nem por isso quis matar ninguém, certo, pode ter passado uma vez ou outra a ideia rapidamente pela cabeça, mas nunca fiz nada nem próximo. Ne verdade das já pouquíssimas brigas que me meti, mesmo com parentes quando criança, em apenas uma fui eu que dei ou tentei dar o primeiro tapa, em todas as demais eu só me defendi.

 

Precisamos sim disciplinar os atos individuais e não punir toda a coletividade preventivamente. No coletivismo todos tem sempre a possibilidade por a culpa em outros coletivismos e assim se tornarem inimputáveis, na individualidade cada um precisa responder pelos seus atos. No outro lado se criam vítimas de tudo, vitimização essa que justifica quase sempre o ódio contra aquele que me “causa tanta dor”.

 

Uma sociedade doente que não assume seus próprios erros e compromissos com o acerto e a boa convivência. Cada indivíduo é responsável pelas suas escolhas e mais ainda é responsável pela forma que reage ao que se convencionou chamar de micro agressões. Venceremos muito mais pela nossa reação de forma positiva e propositiva do que com proibições coletivas de tudo.

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