Pular para o conteúdo principal

Doutrina x Prática - Esse debate é um mero espantalho

 


 

 

Uma afirmação muito corrente nos meios evangélicos brasileiros é que questões doutrinárias não são importantes. Em. geral essas afirmações são decorrentes de alguma contestação e quase sempre focadas numa afirmação nem sempre exposta e assumida que a “minha” experiência é diferente. Essa postura é de fato perniciosa porque:

 

1)    Releva o estudo aprofundado das Escrituras e algo sem importância;

2)    Torna tudo muito dependente da situação e característica emocional de cada um; e

3)    Abre, escancara as portas para todo vento de doutrina que seja agradável a cada um.

 

Me pego muitas vezes pensando numa situação onde Paulo poderia ser repreendido por estar admoestando doutrinariamente e exortando a manutenção da fé (mais uma vez a compreensão de fé que Paulo usa é claramente atrelada não apenas a confiança mas a essência doutrinária do Evangelho) de forma insistente e contundente quando segundo seus críticos deveria estar mais preocupado em viver o “evangelho”, mesmo equivocado.

 

Certa vez vi um irmão falando bastante sobre um assunto, e em determinado momento falando que se discutia muito doutrina e pouco a prática, no entanto as questões que ele estava defendendo eram basicamente assuntos ligados a mordomia. Quando Tiago em sua epístola fala tanto em fé morta não está em nenhum momento desdenhando ou menosprezando a mesma, apenas está corroborando a afirmação que toda fé e conhecimento deve se transformar em prática, se qualquer aprendizado em nossas vidas não trouxer alguma aplicação prática ele é estéril e sim está morto.

 

Essa disputa não passa de um espantalho, não existe qualquer antagonismo entre verdade bíblica (doutrina) e prática, uma é base e causa e a outra é consequência inevitável. Quando crentes se reúnem num estudo bíblico não deveriam estar ali para compartilhar experiências mas para aprender cada vez mais sobre a sua fé e solidificar seus conhecimentos.

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

Identidade Presbiteriana

Eis a Identidade Presbiteriana - Rev. Ageu Magalhães INTRODUÇÃO A “identidade presbiteriana” é bastante citada no contexto presbiteriano, mas é quase um jargão não muito bem definido. Por conta desta indefinição foi que resolvi escrever algumas linhas sobre o assunto, algo sintético mesmo. Alisto abaixo o que é distintivo em nosso sistema e, na sequência, a explicação de cada um dos pontos: - Governo: Representativo - Ofícios: Presbíteros (docentes e regentes) e Diáconos - Regra de Fé e Prática: Bíblia - Teologia: Reformada, Aliancista - Subscrição: Confissão de Fé, Catecismos Maior e Breve de Westminster - Culto: Princípio Regulador do Culto (só o que é prescrito na Bíblia é permitido) - Dons espetaculares: Cessacionista  - Ceia: Presença Espiritual de Cristo - Batismo: Aspersionista e Pedobatista 1. GOVERNO REPRESENTATIVO As 3 principais formas de governo de igreja são: 1. Episcopal - Um governa todos. A decisão final sobre os assuntos da i...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...