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Devocional: Tiago 2 – Fé Morta – Parte 2

 


 

 

Na questão da manifestação da fé conforme já tratamos inicialmente no artigo anterior existe uma relação exposta por Tiago

 

Fé

Consequência

Testada

Gera paciência

Confiante

Aguarda resposta em oração

Firme diante das tentações

Persevera na vida eterna

Atuante

Reproduz as boas obras

Voltada para Deus

Alcança a justiça

 

Tiago em sua carta nos diz três afirmações basilares sobre a fé:

 

a)    A fé que professamos ter que ser viva;

b)   A fé que não se manifesta em boas obras é morta;

c)    A fé morta não vem de uma vida transformada.

 

Alguns ensinos que precisamos destacar que estão bem claros na Palavra:

 

a)    A fé é o único meio pelo qual uma pessoa pode ser salva;

b)   O justo é justificado pela fé;[1]

c)    O cristão vive sua vida pela fé;[2]

d)   O cristão sustenta sua esperança pela fé.[3]

 

Temos uma tendência a encarar a fé de forma subjetiva, apenas como uma crença em determinados dogmas e doutrinas. A fé não é um sentimento apenas, assim como o amor e a esperança também não o são, a fé também não é apenas uma atitude positiva e otimista. A fé revelada nas Escrituras é uma ação e reação objetiva dirigida e definida pelo que cremos, pelo que professamos.

 

A fé confiante em Deus e em suas promessas que confiamos terem sido garantidas em Jesus Cristo é consequência do nosso entendimento verdadeiro e correto da integralidade do Evangelho e é operada por meio do Espírito Santo de Deus. A fé ensinada tanto em Paulo como aqui em Tiago envolve todo o ser, mente e coração, é algo pessoal e íntimo que move nossa vontade para Deus, um Deus real e pessoal, não um símbolo ou uma ideia.[4] Tratamos com um Deus vivo e presente.

 

A fé apresentada nos traz três aspectos:

 

a)    Conhecimento naquilo em que se deposita;

b)   Reconhecimento de aquilo no que se crer é real e verdadeiro;

c)    Depósito de confiança total naquilo que se crer.

 

Nunca será uma fé cega e sem razão, por que o conhecimento gera o reconhecimento que por sua vez gera a entrega.[5]

 

A fé é "... um firme e seguro conhecimento do favor divino para conosco, fundado sobre a verdade da livre promessa em Cristo e revelado à nossa mente e selado em nosso coração pelo Espírito Santo"[6]

 

Pela fé:

 

a)    Recebemos Jesus e seu sacrifício na cruz;

b)   Somos justificados sem as obras da lei que foram cumpridas em Cristo;

c)    Nos unimos a Cristo em adoção pelo Pai;

d)   Produzimos frutos e atuamos em amor e dedicação nas boas obras;

 

A justificação é só pela fé, mas a fé justificadora nunca está só. A falta de crescimento, de desenvolvimento e a ausência de frutos de justiça mostra que o livre dom de Deus, em Cristo, nunca foi recebido.

 

Duas verdades indeléveis que não se anulam:

 

a)    Não existe fé sem obras[7] porém estas não produzem a salavação;[8]

b)   Não existe salvação que não seja apenas pela fé.[9]

 

Nenhum esforço humano pode produzir salvação.[10] Somente Deus pode salvar. Só Deus pode salvar.[11]

 

A recompensa, o galardão, é devido ao próprio Deus. “Deus, quando nos recompensa, está coroando graciosamente seus próprios dons graciosos.[12]

 

 



[1] Romanos 3.26; 4.1-5; GáIatas 2.16

[2] 2ª Coríntios 5:7

[3] Hebreus 10:35-12.3

[4] Deus não é um inconsciente coletivo de Jung. Não é um deus morto como Nietzsche entende.

[5] Romanos 10:14

[6] Calvino, institutas, 111.2.7.

[7] Filipenses 3.12-14; 2ª Timóteo 4.7-8

[8] Romanos 7.13-20; GáIatas 5.17

[9] Efésios 2:8-10

[10] Romanos 10:33

[11] Marcos 10:27

[12] Agostinho

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