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Devocional: Tiago 1 – Provações, aperfeiçoamento e prática cristã

 


Leia Tiago 1

 

Não tem sido nossa maior preocupação nesses artigos o contexto histórico de cada um dos livros mas há quase consenso que o autor foi Tiago, irmão de Jesus, e um dos principais líderes da igreja em Jerusalém nos primeiros anos. Pelas características a carta se assemelha a um sermão escrito para ser lido a frente das igrejas.

 

Os   temas principais são como lidar com as provações e a natural confirmação da fé pela apresentação de boas obras. Essa segunda abordagem tem sido muito confundida em arraiais cristãos como uma supervalorização necessária do assistencialismo social. Já tratamos disso anteriormente mas em resumo, as boas obras referenciadas por Paulo em Efésios se referem não exclusivamente a ações sociais mas sim ao conjunto completo de comportamento de um cristão que foi regenerado. Outra coisa é que uma leitura sincera e honesta da epístola de Tiago não traz qualquer  tensão entre ele e Paulo, como tampouco existe qualquer tensão entre Fé e Obras, esta é consequência inevitável da primeira, e a existência dela confirma a Fé.

 

Tiago traz alguns conceitos bem interessantes no primeiro capítulo.

 

Provações - devem ser motivo de alegria e encaradas sempre pela perspectiva na confiança de que Deus sempre tem o melhor para nós. Elas existem para que  nossa perseverança seja desenvolvida que por sua vez produz maturidade no caráter cristão.[1]

 

Sabedoria – o entendimento bíblico para sabedoria nada tem a ver com inteligência e muito menos ainda com esperteza e malícia, o conceito bíblico é de obediência e temor a Deus. Deus é a fonte de toda a sabedoria.[2]

 

Firmeza na fé – Confiança total e exclusiva em Deus sem inconstância.

 

Transitoriedade – Tudo aqui nessa Terra é transitório e nada permanecerá eternamente que não sejam as coisas relacionadas a Deus. Dignidade é apresentada como algo infinitamente superior às riquezas, porque ela aponta para a eternidade enquanto os possuir bens é totalmente passageiro.

 

Pecado – Origina-se dentro do próprio homem a partir de sua natureza decaída, fruto da cobiça, querer obter aquilo que não é próprio. No Éden foi a cobiça que levou Eva a comer o fruto e oferecer a Adão, essa cobiça gerou o pecado que gerou a morte. Tiago deixa bem claro que nenhuma tentação provem de Deus, porque em Deus não há qualquer sombra de mal.

 

Bem – Em contraponto ao pecado e ao mal Tiago nos afirma que tudo de bom que há, tudo que é perfeito, vem de Deus. São dádivas do Pai da Luz aquele que segundo seu próprio querer nos gerou pela Palavra que é Jesus Cristo para que fossemos primícias da criação.

 

Depois de expor esses conceitos Tiago passa a fazer a aplicação prática que deve resultar na vida do crente. Ele deve ser:

 

a)    Bom ouvinte;

b)   Paciente;

c)    Longânimo;

d)   Puro;

e)    Manso;

f)     Praticante das boas obras que lhe foram ensinadas;

 

E aqui o autor começa a introduzir um dos principais temas da carta, o cuidado que cada cristão tem de ter para não viver uma vida de hipocrisia, sendo um falso religioso. A praga da sinalização de virtude também adentrou nas igrejas, muitos preferem parecer do que ser. Tiago nos traz características bem próprias do verdadeiro crente:

 

a)    Persevera na Palavra;

b)   É operoso na prática dos ensinamentos;

c)    Refreia sua língua;

d)   Busca a pureza;

e)    Humilde;

f)     Tem atenção e cuidado com os necessitados.

 

 



[1] Romanos 5:3

[2] Rovérbios 9:10

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