No último capítulo nessa carta Pedro se dirige especialmente aos presbíteros. Já tratamos dessa questão em outros momentos e o termos bispo, presbítero e pastor no Novo Testamento no nosso entendimento trata de um único ofício. Em se tratando da IPB há uma separação no nosso entender que não se coaduna com o que vemos nas Escrituras.[1]
Ao mesmo tempo que na nova aliança todos somos sacerdotes os apóstolos designaram Pastores e presbíteros para cuidarem das igrejas[2] e ambos tem a nosso ver os mesmos privilégios que nos soam ainda mais como deveres de pastorear o rebanho.[3] O modelo pastoral já é reconhecido no Antigo Testamento:
a) Deus é o pastor de Israel[4];
b) Reis, profetas, sacerdotes e anciãos são chamados a agir como agentes de Deus no papel de pastores subordinados.[5]
Interessante que nesse aspecto Pedro não se apresenta como apóstolo e sim como também um presbítero[6] como aqueles a quem se dirige. Ele lista boas características nessa obra que vemos também em outros locais da Bíblia:
a) Sem constrangimento, mas Espontaneamente – Ou seja sem ser por obrigação, com dedicação e amor a obra;
b) Sem ganância mas com boa vontade – Quantos pastores tem enxergado o ministério apenas como fonte de renda, o sustento pastoral é bíblico e é um dever da igreja, mas não deve ser o objetivo fundamental daqueles que foram vocacionados;
c) Não como dominadores ... mas como modelos – O cristianismo o tempo todo nos fala da necessidade de que os lideres do rebanhos sejam bons exemplos no proceder, no falar, e nunca agindo como hipócritas que lançam pesos sobre o rebanho enquanto eles mesmos não os suportam.
A principal tarefa dos presbíteros é o ensino[7] a fim de produzir o aperfeiçoamento do rebanho. O papel pastoral dos presbíteros exige caráter cristão maduro e estável e uma bem ordenada vida pessoal[8] sendo recompensado por isso.[9]
Antes de concluir Pedro ainda faz alguns apelos. Aos jovens que sejam submissos e humildes diante dos mais velhos, que todos lancem sobre Jesus todos os cuidados e ansiedade, sóbrios e vigilantes para não serem enredados nas artimanhas do diabo.
Mais uma vez retoma o tema do sofrimento em Cristo dizendo que estes momentos tem como objetivo de “... aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.”
Por fim “... A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos ... “ e “... Paz a todos vós que vos achais em Cristo.”
[1] Pastores - Efésios 4.11
Bispos como supervisores - Atos 20.28; 1ª Pedro 5.1-2
Líderes 1ª Tessalonicenses 5.12; Hebreus 13. 7, 17,24
Autoridades orientadora - Hebreus 13.17
[2] Atos 14.23; Tito 1.5
[3] Atos 20.28-31; 1ª Pedro 5.1-4
[4] Salmo 80:1
[5] Números 11.24-30; Deuteronômio 27 .1; Esdras 5.5; 6.14; 10.8; SaImo 77.20; Jeremias 23.1-4; Ezequiel 34; Zacarias 11.16-17.
[6] Talvez de uma forma sublime a mente de Pedro o lembrava das doces palavras de Jesus “... apascenta as minhas ovelhas” conforme João 21.15-17
[7] 1ª Timóteo 5.17; Tito 1.9; Hebreus 13.7
[8] 1ª Timóteo 3.1-7; Tito 1.5-9

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