Leia 1ª Pedro 4
Pedro nos apresenta o princípio que estamos unidos em Cristo no sofrimento e na morte, união essa simbolizada no batismo.[1] Embora totalmente sem pecado[2], ele na cruz se identificou plenamente com a humanidade ao de forma misteriosa para nosso entendimento ao assumir como a forma de pecado. Importante ressaltar que mesmo na cruz Cristo não estava manchado pelo pecado[3], mas naquele momento ele sentiu toda a dor que seria da humanidade sobre si. Sem reduzir as dores físicas infligidas a Cristo pelos açoites e pela crucificação, há um momento que traduz muito bem essa dor lascinante mais profunda do que a dor dos ferimentos quando Ele brada a pergunta a Deus “... por que me desamparastes?” Nesse momento toda a carga do nosso pecado estava pesando sobre ele e de alguma forma interferindo na comunhão.
Jesus se sujeitou à tentação, ao sofrimento e à morte[4] porém na cruz ele também "morreu para o pecado"[5] porquê após sua morte e ressurreição, não estava mais sujeito ao poder e castigo do pecado que é a morte. Pedro então exorta aos leitores e ouvintes de sua carta que no tempo que nos resta também devemos morrer para o pecado, abandonando as paixões humanas que ele lista[6]:
a) Dissoluções;
b) Concupiscências;
c) Borracheiras;
d) Orgias;
e) Bebedices;
f) Idolatrias.
g) Devassidão.
Pedro exorta ao abandono dessas práticas de forma urgente tendo em mente que Jesus vem breve para julgar vivos e mortos conforme suas práticas.
Lembrando ainda do sofrimento de Cristo o apostolo nos traz a mente que as provações e sofrimentos pelo Evangelho fazem parte do viver do cristão e devem ser motivo de alegria e regozijo. Ele no mostra que o sofrimento nos faz nos aproximarmos de Jesus. No entanto é interessante notar que Pedro separa do contexto aquele sofrimento causado por nossos pecados: “... não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem.” Mas dá ênfase a “... sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome ...”[7]
Por fim Pedro faz mais um contraponto entre o fim do justo e o fim do ímpio. O caminho da vida do justo é percorrido através da disciplina rigorosa.[8] Se o justo é disciplinado quando erra tão mais terrível será o fim do ímpio que não conhece a Deus. Se sofremos em Cristo nele estamos e com ele seremos vitoriosos na eternidade.
Morramos com Cristo para que com Ele ressuscitemos e vivamos eternamente.
[1] 1ª Pedro 3:21; Romanos 6:1-10
[2] 1ª Pedro 2.22; 2ª Coríntios 5.21; Hebreus 4.15
[3] Romanos 8:3
[4] Marcos 1.12-13; Hebreus 2.10; 4.15
[5] Romanos 6:10
[6] Romanos 13.13; GáIatas 5.19-21; Provérbios 10.12; Mateus 18.21-22; 1ª Coríntios 13.4-7; Romanos 13.13; 2ª Coríntios 12.21 e Efésios 4 19); Romanos 12.13; 3ª João 5-8; Gálatas 5.21.
[7] Cristãos compartilham dos sofrimentos de Cristo, não pela contribuição para a obra expiatória de Cristo pelo pecado - que já foi concluída -, mas experimentando maus tratos semelhantes, porque eles estão identificados e unidos com Cristo (vs.14,16: f\m 817; 2Co 1.5, nota; Fp 1.29; CI 1.24, nota). Comentário da Bíblia de Estudo de Genebra

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