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Jesus, O Cristo - Quem é o Jesus exaltado?

 


Jesus, O Cristo - Quem é o Jesus exaltado?

 

Depois de passarmos pelas perguntas anteriores chegamos ao final da série de artigos. Esperamos que até esse momento tenhamos conseguindo trazer um pouco mais de luz e conhecimento sobre a segunda pessoa da trindade e qual foi o seu papel no decreto divino e no reestabelecimento da relação de Deus com o homem.

 

Cristo estabeleceu seu reino com sua obra redentora. Deus exaltou a Jesus e entregou a ele o senhorio sobre tudo e sobre todos.[1] A vida, morte e ressureição de Cristo teve exatamente como meta estabelecer a sua vitória e o seu reino.[2]

 

Por outro lado a vida e obra de Cristo implica na ação de apresentar a Deus uma grupo de pessoas, os eleitos, presenteados a Cristo pelo próprio Deus, como a igreja santa, una e irrepreensível como um presente ao próprio Pai.[3]

 

O cristo assunto aos Céus e exaltado continua sendo nosso Senhor e Rei, Sacerdote e Intercessor diante do Pai.

 

Mas quais são as implicações desses papeis na pessoa de Jesus?

 

Como intercessor Jesus nos comunica novamente com o Pai, como ele cumpriu toda a justiça pagando o preço de um sacrifício perfeito na cruz por todos os nossos pecados conforme era requerido por Deus, ele nos permitiu termos acesso diretamente a Deus sem a intercessão de outros sacerdotes humanos fazendo essa ligação como era simbolizado no Antigo Testamento. A figura do advogado diante do Pai como diz João é fundamental para que Deus não nos veja mais como inimigos e sim como filhos adotivos. Na cultura do contexto social dos apóstolos,  a adoção como filho conferia ao adotado os mesmos privilégios dos filhos legítimos, teremos os mesmo privilégios em Cristo. Já desfrutamos em parte as bênçãos divinas neste tempo terrestre.

 

Como sacerdote supremo, Jesus nos ensina a adoração e busca de santificação diante de Deus. Sacerdotes trabalhavam pela pureza do povo diante do Pai, Jesus nos demonstrou em sua vida que devemos viver para buscar cumprir os princípios de amor a Deus e amor ao próximo como alvo maior em nossa vida. Jesus junto com o Espírito Santo de Deus nos prepara ao longo de nossa jornada aqui para sermos apresentados santos e inculpáveis diante de Deus após nossa glorificação. Isso não quer dizer que estamos livres enquanto ainda estivermos nesse corpo do pecado e da depravação de nossa natureza humana que ainda habita em nós, mas a mente de Cristo através do Espírito nos incomoda muito e nos motiva a buscar as coisas lá do alto. Assim deve ser.

 

Como Senhor e Rei nos guia a vitória, aqui não trabalhamos como nenhum desses triunfalismos tão comuns nas hostes neopentecostais, não tratamos de nada relacionado a cabeça e cauda[4], ideias retiradas de contexto. Mas estamos tratando daquilo que Paulo nos traz em Romanos 8, somos mais que vitoriosos em tudo,  não nos aspecto humano, mas na confiança e esperança futura, podendo tudo suportar em Cristo[5] e de nada sentir falta[6].

A batalha espiritual, a verdadeira não essa bobagem de demônios territoriais, já está vencida e a igreja militante é liderada e guiada por Jesus no sentido de se tornar a igreja triunfante que o exalta e exaltará por toda a eternidade.

 

Concluímos aqui essa série de artigos esperando em Deus que possamos ter contribuído de alguma forma para ampliar o conhecimento de quem os leu sobre o propósito da pessoa de Jesus, O Cristo. Em tempo se ainda não sabe o termo O CRISTO significa UNGIDO. Desdobrando esse conceito estabelece a relação de amor, confiança e apoio entre as pessoas da divindade. Na economia divina Jesus cumpriu seu objetivo de nos redimir e nos presentear ao Pai como eleitos, resgatados e apresentáveis diante do Pai.

 

Digamos amém.

 

 

 

 



[1] Filipenses 2:9-11

[2] Romanos 14:8-9

[3] 1º Tessalonicenses 5:23; 1º Coríntios 6:19-20; Colossenses 1:22

[4] Deuteronômio 28:13-17.

[5] Filipenses 4:13

[6] Salmo 23:1,2

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