A pequena carta de Paulo a Filemon nos traz alguns desafios. Podemos nos perguntar o que faz um pedido pessoal de Paulo, um favor estar entre os livros escolhidos para compor o Novo Testamento? O que uma relação tão pessoal envolvendo dois amigos e um servo inicialmente inútil pode nos trazer como ensinamento?
Mas consideremos que nada no Reino de Deus é feito por acaso, existe sim um propósito e ensinamentos que podem nos fazer compreender um pouco mais o verdadeiro evangelho.
Num panorama bem geral a carta trata de Paulo sugerindo uma solução dentro dos parâmetros do cristianismo para um caso bem sério. Onésimo de alguma forma tinha trazido prejuízos e desonrado a casa de Filemon enquanto servo dele. Não fica claro tudo que Onésimo teria feito, mas certamente Paulo considerava que Filemon tinha razões para estar incomodado e que tinha motivos para cobra-lo. Pela providência divina, Onésimo encontrou Paulo na prisão e ali encontrou ao Salvador Jesus Cristo sendo liberto de cadeias muito maiores. Tornando-se nas palavras de Paulo de inútil em alguém útil.[1]
Mas o que faz Paulo?
Apela ao amor e a misericórdia, pede um favor ao amigo Filemon, fala de suas próprias cadeias, e não abusa de uma certa autoridade que teria sobre ele. Paulo envia o servo de volta ao seu senhor com o pedido de que o libere para ser um apoiador de Paulo no seu ministério. Provavelmente Filemon atendeu o pedido de Paulo, primeiro manifestando amor e misericórdia recebendo Onésimo de volta e depois enviando de volta a Paulo.
Em resumo, a carta de Paulo a Filemon está na Bíblia para no ensinar sobre o amor cristão e como ele se desenvolve na prática entre os cristãos.
O amor cristão:
a) É agradecido pelo bem dos outros;
b) Quer sempre o bem dos outros;
c) Crê que os outros podem crescer e progredir na vida cristã;
d) Suporta e apoia os outros nos seus fardos e dificuldades;
e) Trata a todos com honestidade.
f) É generoso e bondoso.
Que isso seja aplicado sempre em nossas vidas.

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