Vi ontem no Twitter um comentários desses que chamam de Lacrador.
Esse tipo de lacração é tola na forma já que não se enxerga qual a diferença entre mulher de ou esposa de, no mesmo sentido que alguém é esposo de, marido de, mas traz junto com ela algo essencial a se questionar, qual o conceito que existe hoje sobre casamento.
Se briga muito para que se permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de que este, parece ser para a turma modernosa e progressista meramente um termo vazio de conteúdo e com significado meramente simbólico e político.
Mas CASAMENTO como o conhecemos dentro da tradição judaico cristã é muito mais que um mero acordo de moradia e compartilhamento de recursos e claro sexo, não necessariamente nessa ordem.
Alguns tremerão de raiva agora, mas casamento envolve inclusive anulação, esvaziamento, de parte de quem eu era, para incorporação de parte daquele ou daquela com quem casamos.
Se tornar uma só carne implica necessariamente num pertencimento e numa ligação onde você realmente será, e não é mera semântica, de alguém e esse alguém será seu.
Quando em Cantares se repete várias vezes “Eu sou do meu amado e ele é meu” não se trata de mera retórica poética, é de fato o reconhecimento de uma interdependência que transcende o mero acordo humano entre partes.
Não há nada estranho em ser marido de, ou mulher de, na verdade ser propriedade de alguém no casamento é poesia de Deus, é entrega pelo amor, é se dar menos importância a si mesmo dando e recebendo amor daquele a quem Deus reservou desde a eternidade para estar com você.
Como diz a letra da música Monte Castelo de Renato Russo, baseada em versos de Camões que por sua vez se inspirados em Coríntios.
"...
É cuidar que se ganha em se perder
É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É servir a quem vence, o vencedor
..."
Talvez essa poesia de Deus seja o que tanto incomoda aos que insistem em destruir a família, a enaltecer o EU como quem deve ser satisfeito sempre.
Eu, de maneira bem menos intensa do que eu deveria, sou propriedade de minha esposa, e dos meus filhos.
Afinal como bem disse Antoine de Saint-Exupéry, em sua maior obra, O Pequeno Príncipe, somos eternamente responsáveis por aqueles que nos amam e a quem amamos devotadamente.


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