Colossenses 1:24-29
Paulo nesse trecho passa
discorrer sobre questões relacionadas ao seu ministério trazendo a baila a
extensão do senhorio de Cristo e o modo como a redenção transforma vidas conforme
visto nas devocionais anteriores.
Ele inicia dando ênfase na
entrega que fazia de toda a sua vida a missão, falando do seu próprio papel no
plano redentor de Deus e o relacionamento que ele espera estabelecer com os
colossenses, os quais não conhecia pessoalmente, a fim de combater a tal
filosofia que ameaçava o entendimento do Evangelho.
É difícil entender exatamente
o que Paulo quis dizer com “... preencho o que resta ...”. No entanto
conhecendo os demais escritos de Paulo, onde ele enfatiza a suficiência de Cristo[1]
certamente ele aqui não está afirmando que a obra de Cristo requeira qualquer
complementação. É mais provável que Paulo esteja se referindo ao fato de que a
igreja sofrerá perseguições contínuas por amor a Cristo[2] e pelo desempenho da obra.[3]
Paulo alegra-se na participação
no sofrimento.
Ele em seguida fala da revelação
do mistério, do que estava oculto e fazendo um contraponto às religiões pagãs
onde os oráculos recebiam pagamento para revelar o escondido, ele afirma que a
revelação em Jesus é gratuita[4].
O oculto aqui referido por
Paulo é o conceito de que a vinda do Messias embora prometida já lá no Éden,
esteve sendo revelada aos poucos durante o Antigo Testamento e que apenas em
Cristo essa revelação atingiu sua plenitude. O plano de salvação decretado por
Deus na eternidade se revelava totalmente na morte sacrificial de Jesus, o
Messias ungido. As gerações anteriores foram deixadas a "andarem seus
próprios caminhos"[5]
(At 14.16; cf Rm 1.24-32; Ef 2.12), no Antigo Testamento tínhamos sombras e
sinais do que viria[6] e
como esse advento mudaria a humanidade e a criação unindo povo e os que não
eram povo.[7]
Mais uma vez no Paulo afirma
que o conhecimento de Deus é gerado a partir do próprio Deus, “... aos quais
Deus quis dar a conhecer ...” , e Paulo encerra o primeiro capítulo com
algumas afirmações importantes no conceito do ministério da anunciação do
Evangelho:
o
Cristo é a
esperança da Glória;
o
O ensino do Evangelho
visa a santificação dos homens[8];
o
Devemos nos
apresentar como quem busca a perfeição diante de Deus;
o
A pregação do Evangelho
requer esforço máximo; e
o
A confiança que o
Espírito está operando através de nós.
[1] Rm
3.21-26; 2 Co 5.17-21
[2] 1 Co
4.7-12; 1 Ts 3.2-4
[3] Ef
3.13; 2 Tm 2.10
[4] v.
27; 2.2; 4.3; Ef 1.9; 3.3-4,9; 5.32; 6.19
[5] At
14.16; cf Rm 1.24-32; Ef 2.12.
[6] v.
27; Ez 36 25-27;
[7] Gn
12.3; Zc 9.9-1 O; Ef 35-6.
[8]
Existe um conceito equivocado de “pregar” o Evangelho implica apenas em
anunciar a salvação. Não é isso que a Palavra nos ensina. O Evangelho consiste
numa mudança radical de vida focando na santificação pessoal de cada um, não
como algo que definirá a salvação ou não, mas como algo que é de consequência
inevitável ao que foi salvo.

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