Colossenses
4:1-6
Paulo
sempre colocou a oração como destaque em sua caminhada cristã, considerando
algo crucial para o bom andamento de sua vida e dos demais crentes.[1]
Existem mais de uma centena de versículos no Novo Testamento que falam especificamente
sobre oração, colocando-a como fonte de sabedoria, de comunhão, de
fortalecimento, de piedade, de misericórdia, de demonstração de fé, de amor.
Um
dos momentos em que ele mais fala sobre oração está na próxima carta que iremos
trabalhar, a 1ª carta aos Tessalonicenses, mas aqui em Colossenses Paulo também
dá uma. Ênfase especial ao assunto.
Ele
usar três verbos para demonstrar como deve ser nossa postura na relação com a
oração como condição intrínseca a vida do cristão.
1.
Perseverai na
oração.
A definição de dicionário de perseverai nos
traz estas afirmações:
v persistência de quem não desiste;
v insistir, obstinar, continuar;
v incapaz de desistir, continua;
v Permanecer ou insistir em alguma coisa
específica;
Em
muitos momentos nossas orações podem nos parecer inúteis visto que não obtemos
as respostas que desejamos. E nos vem até a pergunta, se Deus vai fazer de fato
apenas o que já planejou e decretou para quê insistir na oração?[2]
O fato é que a oração perseverante diz mais sobre nosso caráter do que sobre o
caráter de Deus. Não existe melhor exercício de esvaziamento pessoal do que
colocar diante de Deus o que fatos somos e desejamos, e por conseguinte,
confiamos a Ele quem realmente somos, sem máscaras e disfarces, e assim
entregues ao Pai, usufruímos do cuidado dele que é sempre presente, mas nem
sempre sentido por nós, não porque ele não esteja disponível, mas porque nós não
tomamos posse e usufruto dele. A oração é um exercício onde nós nos condicionamos
a depender do pai. Existe uma música, das mais belas e instrutivas do
cancioneiro cristão que traduz muito bem isso, Mente e Coração,
do Grupo Vencedores por Cristo no disco Louvor.
2.
Vigiando em
Ações de Graça
Um
coração contrito, arrependido e grato é o que alegra o Senhor.[3]
Precisamos estar atentos a nossa gratidão real e verdadeira diante dos inúmeros
feitos do Senhor em nosso favor. Não podemos jamais proferir louvores apenas de
palavras, mas nossa gratidão tem que vir do fundo de nosso ser.
3.
Suplicai por
nós.
Devemos
orar pelos nossos irmãos. Pessoalmente tenho mais dificuldade em orar por mim
mesmo do que pelos outros. Não que isso seja bom. De fato precisamos orar tanto
por nós mesmos, colocando nossas necessidades físicas e espirituais diante de
Deus, quanto suplicar pelo bem de nossos irmãos.
Paulo
pede aqui aos colossenses principalmente que orem para que Deus lhe dê mais
oportunidades de pregar a Palavra.
Por
fim Paulo fala da pregação do Evangelho também como modo de vida do cristão e
apresenta três parâmetros a serem seguidos:
1.
Portai-vos
com sabedoria;
Sabedoria
aqui implica em apresentar o Evangelho de forma a torna-lo compreensível a quem
o ouve.
2.
Aproveitai
as oportunidades.
Saber
identificar os momentos, e mesmo cria-los. Falar de forma constante do que você
crê, constante não precisa ser chata e invasiva. Demonstrar que tudo em nossa
vida está diretamente ligada a Deus, inclusive nos momentos de descontração e
lazer.
3.
Agradável.
Paulo
usa a figura do sal. Tem que se convença que comida sem sal é bom, já que não
pode comer sal, na mesma linha dos que precisam se convencer que se exercitar
fisicamente traz alegria. Para mim só traz cansaço, embora entenda que fazer
exercícios faz bem para a saúde de uma forma geral.
Mas
o fato aqui é Paulo fala que devemos abordar as pessoas de forma agradável, não
confundir com modificar ou omitir os valores do Evangelho em nome do “amor”. A
turma da “graça” que adora entregar a verdade em nome de ser gracioso.
Paulo
nos instrui a usar uma abordagem estratégica de acordo com a situação. Não
existem regras preestabelecidas, mas
cada caso deve ser tratado como a situação pede. Notem que as abordagens feitas
por Jesus se modificavam, e um caso que até pode não parecer um momento desses,
o é.
Quando é trazida a Jesus uma mulher adúltera, Ele primeiro demonstra que
os seus acusadores não tinham moral para acusa-la, depois afirma que nEle não há
condenação, e finaliza sua conversa com ela demonstrando que o comportamento
dela era reprovável e deveria ser modificado. Nada mais sabemos sobre essa
mulher, mas quero ressaltar que houve uma estratégia lógica usada por Cristo.
Que
Deus possa nos dar essa perseverança, que permaneçamos vigilantes, suplicando
por todos, para que com sabedoria aproveitemos as oportunidades e possamos
ministrar a Palavra de Deus aos homens.

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