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Devocional: Colossenses - A Mente de Cristo





Colossenses 3:1-17

Como é muito comum nas cartas de Paulo ele traz um conceito teológico doutrinário e em seguida traz as implicações práticas disso, e é o que vemos aqui no terceiro capítulo de Colossenses.

O que Paulo apresenta também de forma muito clara é que a comunhão com Cristo não é demonstrada por atos místicos espiritualistas, e sim por prática demonstrada no dia, no nosso cotidiano.

A frase “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo...” não implica numa dúvida da parte de Paulo sobre a conversão dos crentes em Colossos, mas é uma introdução ao que vem a seguir. Ou seja, não significa, considere o que se segue se for convertido, está mais para, já que és convertido se atente ao que vou falar. Vocês que morreram com Cristo e foram ressuscitados com Ele devem ter em mente a mente de Cristo. Paulo faz essa introdução para em seguida demonstrar o senhorio de Jesus, “... assentado a direita ...”. Paulo repete sobre onde deve estar nossa mente, não em homens, nem em ritos, nem em anjos ou espíritos, nem nas coisas desse mundo. “... Buscai as coisas lá do alto ...”, “Pensai nas coisas lá do alto ...”, isso porque “... a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” Para por fim quando Cristo se manifestar em glória “... vós também sereis Manifestados”.

E como consequência dessa busca lá do alto existem práticas que serão abandonadas. Notem muito fortemente em Paulo a relação de causa e efeito. As boas obras novamente aqui são consequência da conversão, e não a causa de sermos tomados como filho, essa compreensão é essencial para vivencia real do Evangelho.

Paulo faz uma lista bem objetiva do que não devemos mais viver, que são práticas comuns ao velho homem, consideradas idolatria e que despertam a ira de Deus:

  • Prostituição;
  • Impureza;
  • paixão lasciva;
  • desejo maligno;
  • avareza;
  • ira;
  • indignação;
  • maldade;
  • maledicência;
  • linguagem obscena;
  •  mentira.

Esse trecho entre os versos 5 e 9 Paulo enfatiza que as devemos fazer morrer a nossa natureza terrena, abandonando práticas que outrora tínhamos e nos despojando, despindo-nos do velho homem. E assimdevemos nos revestir do novo homem. E quem é esse Novo Homem?

Em Cristo, o segundo Adão de Deus[1], conceito muito bem trabalho por Paulo na primeira carta aos coríntios, a raça humana é reconstituída, a criação é resgatada.

Paulo cita um pleno conhecimento, uma comunhão completa que está sendo ofertada tanto a Judeus quanto aos gentios. E que traz junto com ela uma lista de virtudes, ele nos ensina a nos vestirmos como eleitos, santos e amados[2] com:

  • afetos de misericórdia,
  • bondade,
  • humildade,
  • mansidão,
  • longanimidade
  • perdão
  • paz
  • unidade
  • gratidão

Paulo conclui lembtando que os cristãos devem lerem e se deixarem modificar pelo estudo da Palavra, “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo ...” e que devem se exortar mutuamente, “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria[3], “... louvando a Deus ...”, e tudo fazendo em “... nome do Senhor Jesus ...”.

O Evangelho verdadeiro que era o que Paulo pregava é bem mais simples do que os falsos mestres em Colossos tentavam fazer parecer.






[1] 1 Co 15.20-28,45-49
[2] “Contrariamente ao medo que os colossenses tinham dos poderes cósmicos. os crentes desfrutam. por direito, de um claro entendimento de que Deus afiança o relacionamento deles consigo (Jo 6.37.44,65; 15.16; EI 1.4-5; Fp 1.6). Eles podem saber que foram declarados santos com base em uma justiça que não é própria deles (Rm 3.21-26; 1Co1.2,30) e que Deus os ama verdadeiramente, até mesmo apaixonadamente (Jo 3.16; Rm 8.32; GI 2.20; Tt 3.4; 1 Jo 4.9-10).” – Bíblia de Estudo de Genebra.
[3] Lembrando sempre que o conceito bíblico de sabedoria não está ligado a sagacidade, mas sim ao conhecimento e prática dos princípios propostos por Deus.

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