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Devocional: Colossenses – As relações familiares






Leia Colossenses 3:18 – 4:1

Paulo de forme bem prática elenca princípios para uma boa, justa e santa relação familiar. Nos parece que ele sempre demonstrou preocupação com a harmonia familiar enxergando essa como base da harmonia das comunidades locais.

A família é a mais antiga e a mais básica das instituições humanas. Tanto na cultura israelita do Antigo Testamento como na cultura helênica do Novo Testamento, a estrutura da família era composta por pais e filhos, parentes de várias gerações, servos e, mesmo, amigos, dependendo dos recursos econômicos do chefe da família.

A Bíblia acentua sua importância como uma unidade espiritual e base do treinamento para a formação de um adulto maduro. As Escrituras definem uma estrutura muito clara para família onde o esposo conduz a família, esposa e filhos, atribuindo a cada um papéis complementares de suporte e apoio mútuo, em respeito e amor.

Não pretendemos fazer uma abordagem exaustiva do assunto, cada um desses papéis demandariam talvez mais de um post para serem detalhados, mas de forma abreviada, porém cremos suficiente para o entendimento trazendo o paralelo com Efésios 5 temos:

O marido é a cabeça da família

O pai é responsável por ser o sacerdote do lar, liderar sua família aos pés do Senhor Jesus. Essa liderança deve ser exercida em amor.[1] A família deve ser uma comunidade de ensino e aprendizado a respeito de Deus e da piedade. As crianças devem ser instruídas na Palavra.[2] A disciplina deve ser usada como forma de treinamento corretivo para conduzir as crianças para além de tolices pueris, à sabedoria do domínio próprio.[3]

A esposa deve ser submissa

Esse tema sempre gera muita controvérsia devido no nosso entender a dois fatos: uma compreensão equivocada do que é submissão do ponto de vista bíblico e a infiltração de conceitos mundanos como o feminismo no meio cristão.

O que a não é submissão.

Não implica em inferioridade de gênero. Homem e mulher foram criados por Deus à sua imagem e semelhança. Ambos têm o mesmo valor e a mesma dignidade aos olhos de Deus[4]. A mulher não é submissa ao gênero masculino; é submissa ao seu próprio marido. A submissão não é uma questão de valor pessoal, mas uma questão funcional no casamento.

Não é inferioridade e capitulação diante da tirania. Não é obediência incondicional, mas dentro dos preceitos cristãos.

O que é submissão.

Significa exercer uma missão sob a missão do marido. Quando Deus instituiu a família, por questão de funcionalidade, colocou o marido como cabeça da esposa, como o próprio Deus é o cabeça de Cristo[5]. A casa não pode ter dois comandos. Uma família não pode ser bicéfala. Deus é Deus de ordem e não de confusão. O homem é o responsável pela liderança de sua família. A mulher sábia, entende isso, respeita isso e, ajuda seu marido, como auxiliadora idônea, a cumprir sua missão.

A mulher deve ser submissa ao seu marido como a igreja é sujeita a Cristo.[6]

Filhos obedeceis ... Pais não irriteis

Filhos devem ser obedientes às orientações passadas por seus pais porque isso é bom aos olhos de Deus. Os filhos devem entender que nem sempre as razões dos pais em restringir algumas coisas são conhecidas mas certamente elas são feitas pelo amor e cuidado que os pais tem para com os filhos.

Ao mesmo tempo pais são advertidos para não anularem o crescimento e a individualidade dos seus filhos deixando espaço para que eles de forma animada cresçam não como cópias dos seus próprios pais, mas construindo sua personalidade aprendendo pelos exemplos.

Patrões não explorem ... empregados servi como a Deus.

Óbvio que o contexto de Paulo era de servos e senhores, mas podemos transportar facilmente isso para nossa realidade de hoje onde existe sempre uma tensão nas relações laborais. Os patrões devem ser justos com seus empregados e estes devem cumprir suas tarefas de forma correta e diligente como se estivessem sendo realizadas para agradar a Deus.

No final Paulo traz uma advertência que deve ser muito considerada:

“... pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.”




[1] Ef 5.22-6:4; CI 3.18-21; 1 Pe 3.1-7
[2] Gn. 8.18-19; Dt 4.9; 6.6-8; 11.18-21; Pv 22.6; Ef 6.4
[3] Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13-14; 2.9, 15, 17
[4] 1 Co 11.11,12
[5] 1 Co 11.3
[6] Ef 5.24

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