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Devocional: 2ª Tessalonicenses – Tribulação produzindo glorificação.





Leia II Tessalonicenses 1

Essa segunda carta de Paulo a igreja de Tessalônica trata de dois assuntos fundamentais Escatologia e Diligência. Pode parecer em princípio que os assuntos não estão conectados, mas estão. Já na primeira carta Paulo introduz o assunto onde ele exorta alguns irmãos que aparentemente estavam largando os afazeres de suas vidas para ficaram num modo meramente contemplativo de tudo, aguardando o retorno de Jesus e deixando de dar importância a tudo mais a sua volta.

Pode parecer incoerência de Paulo, mas o sentido de urgência sobre a vinda de Jesus para Paulo implicava em trabalho mais diligente ainda e não em parar de trabalhar já que o fim estaria próximo. Não é incomum ao longo da história movimentos que levavam pessoas a abandonar tudo que estavam fazendo porque alguém havia “profetizado” uma data para retorno de Jesus.[1] A lista de profetas do fim do mundo tem membros de todos os espectros religiosos, cristãos ortodoxos, católicos, evangélicos, espíritas etc.

Paulo no entanto não marcou datas, segundo o próprio ensinamento de Jesus ninguém além de Deus sabe o momento exato, e mais será surpresa para todos, quando a maioria da população da terra acreditar inclusive que não há Deus.

Tendo sempre presente em sua mente a ideia de gratidão, Paulo inicia a carta trazendo alguns motivos de agradecimento. Ele agradece: pela firmeza na fé que “ ... cresce sobremaneira ...” e Pelo “... amor ... vai aumentando ...”, apesar das tribulações. Fé e amor[2] sendo reforçados no meio das dificuldades.

E reforça que esses fatos eram sinais da dignidade[3] dos tessalonicenses diante de Deus.[4] E reforça a ideia que as ações daqueles eram “... sinal evidente do reto juízo de Deus ... “   e que da mesma forma que Deus trará juízo aos ímpios de forma justa Ele dará a glória aqueles que foram perseguidos em Seu nome.

Talvez por isso Paulo considerasse o Evangelho loucura para a mente humana.[5]  Visto que uma vida de discipulado paciente e alegre, pregada por ele, seja o modelo de vida cristão, mesmo quando em perigo de vida por causa da violência daqueles que são hostis à fé. Isso porque muito embora gozem dos direitos conferidos pela cidadania do reino celeste[6] os cristãos ainda devem sofrer por causa dele.[7]

Paulo traz uma palavra de maldição e banimento eterno, em contrapartida, para os que “... os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.”[8]  Quando em Glória Jesus se manifestar na segunda vinda Ele trará com Seus anjos vingança com: eterna destruição e banimento eterno da presença do Senhor.[9]

Paulo encerra esse capítulo trazendo uma afirmação sobre a volta de Cristo onde Ele “... virá para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)”. Um perfeito indicativo de que nossa vida existe para glorificar a Deus em nosso testemunho.

A oração de Paulo era para que fossem “... dignos da sua vocação ...” e vivessem a “... bondade...” e provassem a fé e assim glorificassem o nome do Nosso Senhor Jesus, isso tudo segundo a “... graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”



[1] Só no primeiro milênio foram pelo menos 10 datas marcadas que se tem registro, desde os essênios até o papa Silvestre II. Do século XIX até os dias atuais a quantidade de datas ultrapassa a contagem de 100.
[2] Já tratamos anteriormente o fato de que os três pilares do evangelho prático que Paulo sempre pregava eram a Fé, o Amor e a Esperança.
[3] Uma vida digna de Deus (1Ts 2.12). do chamado de Deus (1.11; Ef 4.1 ), do Senhor (CI 1.1 O), do evangelho (Fp 1.27-28) ou do reino (v.5)
[4] Paulo de forma alguma estava justificando a salvação por ações humanas e sim afirmando que , em conformidade com a carta de Tiago, as ações corretas e dignas daquela igreja no meio das perseguições eram demonstrações da fé que eles desfrutavam como dádiva divina. (Ef 2:8-10)
[5] 1ª Co 1:18
[6] 1Ts 2.12
[7] At 14.22
[8] O evangelho deve ser aceito, crido e obedecido – 1ª Pe 4.17
[9] Is 66.24; Mt 25.42.46; Mc 9.43.48; 1ª Pe 2.23; Jr 17.10; At 17.31; Rm 2.6,11,16; Ap 22.12

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