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Devocional: A poesia de Isaías anunciando razões do ministério de Cristo.




Isaías 61

Esse capítulo nos traz uma poesia profética belíssima para o povo de Deus. Isaías é o profeta que apresenta de forma mais completa o advento do nascimento do Messias, do ministério e da Morte sacrificial e das consequências desses fatos na história da humanidade, de toda criação e do seu povo escolhido.

Há uma música, se não me engano de Kleber Lucas, que equivocadamente fala que “... Ele nos ungiu para pregar libertação e quebrar cadeias ... consolar os corações.” supostamente baseada nessa capítulo de Isaías. Na verdade esse texto, escrito na primeira pessoa do singular, fala diretamente sobre o próprio Cristo e Seu maravilhoso ministério. Nós cristãos não quebramos cadeias, nem libertamos ninguém. Esses são tributos exclusivos do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vamos falar um poucos desses 11 versos dessa fundamental profecia para nossa realidade.

O Espírito de Deus estava com Jesus durante seu ministério. Profecia cumprida em Lucas 3 e 4. Ele veio com objetivos claros, cumpridos tanto espiritualmente quanto fisicamente: anunciar as Boas Novas de Salvação; curar os quebrantados; libertar os cativos algemados; consolar os que choram; transformar a tristeza em alegria, pranto eu louvor; angústia em glória; e isso tudo para Sua própria Glória, transformando os Seus em Carvalhos de Justiça.

Além de anunciar dois dias decisivos na história humana. Primeiro o ano aceitável do Senhor, onde Deus na plenitude dos tempos, promove a reconciliação com a sua criação ao mesmo tempo que aqueles que antes não eram povo. Depois faz o anúncio da segunda vinda, o dia da vingança.

O texto de Isaias 6, segue listando bênçãos que o advento do nascimento, vida e morte do Messias prometido terá sobre a criação e sobretudo sobre aqueles que atenderem o chamado do Pai.

Esses Carvalhos de Justiça serão: serão canais de restauração de pessoas, através deles o Espírito de Deus agirá pregando as Boas Novas. Os gentios se ajuntarão como Povo de Deus; os escolhidos e regenerados assumem o papel de sacerdócio e ministros, mordomos e despenseiros da graça divina; serão honrados; exultarão na confiança da esperança da glória eterna;

Deus declara peremptoriamente que é um Deus que: odeia o pecado e a iniquidade, ama a justiça; é fiel por toda a eternidade e por faz uma aliança que não tem fim, iniciada ainda na eternidade e por ela garante a recompensa aos Seus que formam “família bendita do Senhor” e que estarão espalhados por todas as nações.

O profeta ainda traz essas palavras que servem de consolo e confiança para todos que fazem parte da Igreja.

“Regozijar-rne-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, corno noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias. Porque, corno a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o SENHOR Deus fará brotar a  justiça e o louvor perante todas as nações.”

Sião, aqui representando a igreka dá graças ao Pai e se regozija por ter recebido a salvação a Seu povo, como noivo que se preparou para receber sua noiva, a Igreja Espiritual de Cristo, enfeitada com joias preciosas. Igreja essa que brota da justiça de Deus cumprida no sacrifício único e suficiente de Jesus e que proclama firmemente a Sua Glória entre todas as nações.

Que essa igreja possa ter sempre em mente seu fim principal de anunciar a Salvação, as Boas novas para honra e glória de Deus Pai.

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