Ontem no debate foi repetido por vários candidatos que o
Bolsonaro é resultado do PT e o PT é resultado do Bolsonaro. Isso é um meia
verdade (nesse caso nem é uma mentira inteira).
De fato que a candidatura de Bolsonaro é inflada pel
resultado do PT e do que ele representa em termos de
política, incluindo aí seus puxadinhos.
Claro que Bolsonaro não seria o candidato de muitos que
votarão nele, como eu, se houvesse a chance de elegermos um candidato mais
moderado, mas não há. Mas faltou dizer a outra metade da verdade.
Incialmente consideremos que o PT nunca é personificado quando
é criticado, só se fala em Lula quando é para elogiar, e ainda os 6 anos de
Dilma, candidata indicada e eleita por Lula parecem ter sido suprimidos da
história do Brasil.
Consideremos ainda que a cronologia dos fatos não se pode
ser desprezada. O PT está aí surfando na onda há bem mais tempo do que
Bolsonaro. Outra coisa é a falácia que Haddad só está tendo proeminência por
que existe a chance de Bolsonaro ser eleito, isso nada mais é do que um
espantalho criado pela esquerda e alimentado fortemente por aqueles que se
sentem meio (e meio aqui não é uma figura de linguagem) envergonhados em
assumirem com todas as letras que estão apenas tristinhos e não indignados com
o que o PT e seus puxadinhos fizeram com o país. O PT estaria disputando essa
eleição independente de Bolsonaro.
Onde estavem Alckmin e todo o PSDB, Marina e seus eco
seguidores, Ciro Gomes e qualquer partido onde estivesse, Boulos e o PSOL,
Manuzinha e o PCdoB, Meireles e seu PMDB, durante os últimos 14 anos em todos
os momentos que se mostraram os erros e a corrupção sendo instalada como
política de governo?
E ainda hoje porque nenhum desses aí quando critica ações do
governo do PT nunca o fazem de forma direta e nominativa, tampouco deixam de
sempre usar um MAS como se justificando de alguma forma o que foi
feito? Ontem o único que teve coragem de falar claramente isso foi o Cabo
Daciolo.
De qualquer forma a realidade não é algo que muda
simplesmente porque acordamos com bom ou mau humor. A realidade se transforma
com pequenas ações diárias, de acordo com cada situação que se nos apresente.
Tomamos decisões de sim ou não todo dia, os nossos princípios de longo prazo
devem nortear essas decisões de sim ou não.
Portanto quer queiramos quer não temos pela frente um
plebiscito e fingir que não é assim não vai mudar a realidade.

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