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Não há como IR sem se relacionar.



“Eu me amo, eu me adoro, não posso mais viver sem mim.” 
- Trecho de música da Banda Blitz 



Por esses dias durante o almoço em família alguém tocou no assunto do baba onde meus filhos participam e um deles citou que estava machucado porque foi atingido durante um jogo por um outro rapaz, alguém perguntou quem era, e como não era da igreja, outra pessoa em tom de brincadeira falou – Isso é que dar jogar com alguém que não é crente. Nem de longe isso foi sério, foi galhofa mesmo.

Mas me fez pensar em como muitas comunidades evangélicas tem subvertido o Ide. Não sei identificar as causas disso mas cada vez mais claramente a igreja evangélica foi aos poucos abdicando do relacionamento e passando a encarar a missão exclusivamente com o pregar, e da maneira mais formal possível.

Parece que há um receio de um relacionamento pessoal com não crentes. E aqui falamos decididamente de relacionamento verdadeiro. Participar de comemorações, conhecer a fundo as famílias, comer junto, se divertir junto.

Em contrapartida muitos crentes tem se concentrado apenas em estar dentro da igreja buscando uma satisfação pessoal nos serviços da igreja e com isso sobra cada vez menos tempo para conviver com alguém fora da comunidade.

Jogamos toda responsabilidade da missão nos eventos da igreja, cultos festivos, encontros etc. Esquecemos que a missão dada por Jesus é individual a cada um dos crentes.

Nos satisfazemos com uma santidade comunitária e nos preenchemos não com o próprio Deus, mas com o serviço que supostamente dedicamos a Ele. Adoramos nossa imagem de adoradores full time, nos satisfazemos com ela, mesmo que isso implique em não sobrar tempo muitas vezes nem para nos relacionarmos com nossa família, quiçá com outros de fora da comunidade.

Precisamos resgatar o conceito claro da missão que é um ato contínuo de ir, e dar exemplo aqueles que nos seguem.



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