Por
esses dias num debate sobre ordenação ao pastorado feminino num grupo de
WhatsApp alguém fez essa postagem
Soa
bem estranho alguém tentar impingir a questão debatida e entendida pela
liderança da igreja a qual pertence reduzindo-a a um simples conceito de
machismo sem considerar nenhuma das questões que precisam ser tratadas e que
são questões fundamentais na Igreja Presbiteriana do Brasil:
1.
A IPB defende a ideia do aliancismo;
2.
Não há um só caso na Bíblia de Sacerdotes do Deus altíssimo, apóstolos ou
bispos e pastores do sexo feminino;
3.
Se trabalhamos a ideia que Deus nunca estabeleceu mulheres no sacerdócio por
causa do machismo da sociedade, teremos que entender que servimos a um Deus que
se curva aos caprichos humanos e age em conformidade a não gerar
"stress" na criação;
4.
Ao afirmar que a igreja age contrária aos ideais de Cristo, concluímos que o
próprio Jesus se viu constrangido a só eleger apóstolos do sexo masculino para
não afrontar a sociedade, o que é no mínimo estranho, tendo em vista que Ele em
diversos momentos afrontou a sociedade da época em seus usos e costumes.
5.
Considerando que Jesus ampliou o conceito de diversos princípios os quais
inclusive colocavam a mulher em situação de inferioridade, passando as mesmas a
condições igualitárias, vide as suas companhias, a questão do divórcio, o trato
dele com a mulher samaritana, não seria estranho que ele não tivesse tratado
desse assunto, ou pelo menos um de seus apóstolos nas epístolas registradas no
canon do Novo Testamento?
Jesus
como dissemos acima ampliou o conceito de diversos princípios bíblicos sem no
entanto eliminá-los, importante não confundirmos isso com circunstâncias, mas
no que se refere ao culto a Palavra de Deus nos confirma todos os princípios
como válidos.
Uma
outra afirmação equivocada é se referir a pastores como porta-voz de Deus,
a que se saiba o único que declara porta voz de Deus é o Renê Terra Nova que se
auto intitulou assim.
Não
faz parte do entendimento da IPB achar que pastores são porta vozes de Deus,
aliás nenhum pregador o é. Nem se defende a ideia de que apenas homens podem
pregar o evangelho. Pelo contrário, afirmar isso, nos parece um reducionismo
bem perigoso ao se colocar o ide e pregai o evangelho como um ato
exclusivo de exposição da Palavra. Além do fato que pastores tem em suas
funções outras tantas coisas como apascentamento, aconselhamento, cuidado do
rebanho entre outras como atribuições que vão muito além do só proferir a
PALAVRA.
Em
nenhum momento a decisão da IPB se refere a proibir mulheres de pregar, mas de,
em havendo pastor e presbíteros capacitados para isso no Culto comunitário
sejam eles usados. Nada se fala de reuniões, sim nem toda reunião de crente é
culto, não se fala de campos missionários, muito menos de pequenos grupos e de
evangelismo pessoal.
Por
outro lado em determinados momentos se usa o argumento do pragmatismo para
defender a mesma ideia. O aparente sucesso, ou mesmo o meu gosto pessoal jamais
podem ser elementos que definam o que é certo ou não. O certo continuará sendo
certo, e o errado continuará sendo errado independente do gosto da maioria e do
aparente sucesso que produza.
Podemos
elencar diversos personagens que ao longo de suas vidas, laborando no erro,
arrastaram multidões. Nem mesmo pregar uma palavra verdadeira ou com boas
itenções é garantia de estar de acordo com a PALAVRA:
1.
A Jumenta de Balaão (Nm. 22) foi usada por Deus;
2.
Nabucodonosor (Daniel 4) também proferiu um lindo discurso sobre a majestade de
Deus;
3.
Um demônio falou a verdade através de uma moça (Atos 16), dando testemunho
sobre Paulo e Lucas como servos do Deus Altíssimo.
Porém,
até onde se pode ver nas Escrituras, nenhum deles foi contado entre os salvos.
Sobre
a afirmação que “doutrina de igreja, se submete quem quer”. Primeiramente esse
argumento remete a coisa mais cara dos desigrejados, a não sujeição a
disciplina, a Palavra fala duramente aos obstinados ( Dt. 9:6, 13; Ez. 2:4,
3:7; Os. 4:16; 1Tm 1:9; 2 Tm 3:4; Ne 9:26 e outros tantos textos ).
E
é se arrogar de uma prepotência enorme a pessoa determinar o que é ou não
verdade bíblica contra uma gama de estudiosos, não que afirmações não devam ser
confrontadas, mas sempre com argumentos, o EU ACHO QUE não tem espaço em nenhum
debate sem argumento, salvo se estivermos discutindo sabores de sorvete.
Por
último queria tratar da questão NO CÉU NÃO TEM PLACA DE DENOMINAÇÃO
Uma
verdade poder ser dita várias vezes, sem nunca deixar de ser verdade, porém
sempre expressando uma falsa ideia.
Parece
meio óbvio que quase nenhuma denominação autodeclarada cristã se diz detentora
da VERDADE de forma exclusiva, todas que assim se declaram são heréticas, a
saber, Adventistas, Testemunhas de Jeová, Católica Apostólica Romana,
Congregação Cristã do Brasil entre outras de menor expressão.
Porém
quando tratamos essa questão com um olhar mais profundo em geral iremos
encontrar uma certa motivação que permeia o uso dessa frase não tão correta
assim.
Primeiramente
afirmamos em acordo que de fato a mera religiosidade institucional não
justifica ninguém. Aliás, nada justifica ninguém. Somos justificado única e
exclusivamente pelo sacrifício de Jesus Cristo. Isso é visto muito claramente
na Bíblia e muito bem representado no conceito de eleição e graça irresistível.
Nenhum
apego a nada pode nos dar esperança, nisso se inclui a instituição religiosa da
qual fazemos parte.
A
discussão não está aí, está no fato de que com essa verdade passarmos a
entender que apego, apologia doutrinária é algo desnecessário e inútil. Fico
pensando Paulo, João, Pedro, Tiago entre outros nos dias de hoje, ouvindo que a
defesa dos preceitos do evangelho feitas por eles não tem valor porque o que
importa mesmo é PREGAR. Penso nas pessoas que acham que tudo que foi feito ao
longo da história da igreja na defesa das doutrinas bíblicas desde os
patriarcas, passando pela reforma, e mesmo na atualidade foi simples perda de
tempo, porque o importante mesmo é AMAR e PREGAR.
O
maior sofisma nisso tudo é contrapor as duas coisas como se fossem mutuamente
exclusivas, apologia e pregação, rigor e amor. Nos parece muito mais firmemente
que as pessoas simplesmente querem ter uma vida sem disciplina. Não. Claro que
não. A disciplina não salva, a apologia não salva, a defesa dos ensinos
bíblicos não salva, mas todas elas são sinais do cuidado que o VERDADEIRO
CRENTE tem com a PALAVRA DE DEUS. Não faria o menor sentido, DEUS revelar-se
com tantos detalhes se esses não servissem para nada.
Oséias
4, nos diz muito claramente que o povo errava por não conhecer a Deus, e ali
não se fala de experiências místicas e emocionais, fala de ensino, fica claro
que os sacerdotes serão cobrados muito mais fortemente do que o povo por conta
de se omitirem em ensinar as ESCRITURAS ao povo de Israel.
Por
outro lado embora neguem veementemente, os defensores do importante é o
AMOR, agem como uma casta iluminada que descobriram algo que todos os
demais cristãos que labutaram pela sistematização teológica o fizeram sem
necessidade e sem importância.
Por
fim eu respeito pessoas, mas não suas opiniões, sobretudo quando não
acompanhadas de argumentos, ou com argumentos ad hominem como o
feito acusando de machismo e de heresia (sim pensar contrariamente a Jesus que
é Deus é HERESIA) sem também qualquer base ou fatos que consubstanciem esses
argumentos.
Muito
mais grave isso quando procedem de pessoas experientes no evangelho, oficiais
ou pessoas com cargos de ensino.
Por
fim se o ambiente de sala de aula, virtual ou presencial, não é o ambiente de
se debater ideias, como dito, com apresentação de argumentos, qual local seria,
me parece muito que essas afirmações de pacificação em geral escondem a
dificuldade em defender posições de forma clara e lúcida sem achismos.

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