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TOLICE QUE CANTAMOS XV – O Poder da Oração




Eu creio no poder dos joelhos que se dobram
Eu creio no poder da oração
Eu creio no poder das mãos que se levantam
Eu creio no poder da oração
Vou levar meus problemas pra Deus
Entregar meus problemas pra Deus
Abençoar minha família, minha casa, meus irmãos,
Pois eu creio no poder da oração
Eu creio no poder da oração
Eu creio no poder da brasa viva no altar incenso misturado a oração
Quando o anjo oferecer, a trombeta vai tocar
Deus vai mover os céus, a terra e o mar.


Recentemente tratei da necessidade e da busca do místico nos arraiais gospels ao falar da música Atos 2.

Voltamos a uma música que apela ao místico, espetacular e ao antropocentrismo.

Claro que alguém pode alegar que falar PODER DA ORAÇÃO seja uma licença poética, mas o conjunto da obra, ou da letra toda, nos remete a ideia de um Deus obrigado a atender nosso clamor, se não notem a expressão “Eu creio no poder da brasa viva no altar incenso misturado a oração”. Nesta frase fica claro o fato de que nosso “santo” comportamento é determinante no mover da mão de Deus.

Será mesmo que existe uma relação direta entre atendimento de orações e comportamento? Não nos mostra a Bíblia de forma mais clara que nosso suplicar é consequência de nossa relação com Deus, e não o contrário como faz parecer a letra?

E o que seria o anjo oferecer? Criamos um novo intermediário? Que me recorde a Bíblia nos diz que o Espírito é quem intercede por nós com gemidos inexprimíveis, logo nem uma tardia explicação que esse “anjo” seria Jesus nos parece forçada, e em nenhum local das Escrituras o Espírito é associado a figura de um anjo.

De altar nem vou falar de novo, essa ideia de que precisamos continuar oferecendo sacrifícios para corroborar, manter, ou a palavra que se deseje, a salvação, ou um deus satisfeito não encontra amparo bíblico.

Um desafio que quero fazer a líderes, pastores, dirigentes de culto em geral é façam uma leitura interpretativa de cada uma das músicas que se pretende cantar nos cultos, tenho certeza que ao lerem a letra e a interpretarem descartarão diversas músicas do universo gospel que não cabem na hinodia reformada.




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