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Causar evangélico.


As vezes sabe-se lá bem porquê vemos a necessidade de criar polêmicas onde elas simplesmente não existem. Um desejo escondido de CAUSAR talvez.

Tenho acompanhado algumas postagens de um irmão que tenho em alta conta, mas que infelizmente tem de alguma forma transportado uma ideia que considero equivocada.

O evangelho, e entenda por evangelho aqui a obra redentora do próprio Jesus, e considere ele próprio como O EVANGELHO, é simples. Baseia-se totalmente no reconhecimento da necessidade e suficiência de Sua obra para redenção daqueles que lhes foram dados pelo PAI.

Obviamente existem sim implicações que aprendemos, ou pelo menos devemos aprender ao longo da caminhada de santificação. E algumas coisas que aprendemos nos ajudam até mais a compreender a simplicidade desse EVANGELHO.

A pergunta que fica é onde e como podemos então aprender?

Mais um obviamente, através de uma revelação do próprio Deus Pai, falando sobre o Deus Filho Encarnado, nosso Redentor, e com a orientação do DEUS Espírito Santo que nos conduz.

Dito isso, vamos ao CAUSAR. Onde pode haver divergência entre a revelação escrita, dada por Deus mesmo para nosso conhecimento do Seu Ser, e o próprio Cristo, também dado.

Não quero me alongar muito, recheando aqui de versos, mas apenas lembrar que o próprio Jesus confirmou a validade e utilidade das escrituras não mudando uma vírgula sequer das mesmas, pelo contrário no Apocalipse vemos uma séria advertência sobre qualquer mudança.

Daí, inócua é qualquer discussão que remete a um paradoxo entre Jesus e a Bíblia, através dela tomaram os antigos conhecimento que Ele viria, através dela tomamos conhecimento que Ele veio. Tudo na Bíblia aponta para o Messias simples assim.

O que os homens fazem com aquilo que lhe é colocado nas mãos é uma outra história. Existem tolos que deturpam tanto o que está escrito nas Sagradas Escrituras, quanto aqueles que deturpam o ser de Jesus retirando-lhe atributos que são seus pelo simples fato de ELE SER DEUS, e não uma personalidade distinta do Pai. Jesus não é um escudo isolante da relação entre Deus e o homem, ele é quem restabeleceu a ponte de ligação, sendo Ele o próprio Deus dentro do mistério da Trindade.

Portanto não há discussão de hierarquia entre os atributos de Deus, e claro que a Palavra de Deus não é maior que o próprio Deus, porém sendo Ela a Palavra de um Deus que em sua essência é absolutamente verdadeiro, Ela o é também absolutamente verdadeira, salvo queiramos diminuir os atributos desse Deus. Logo sem absolutamente verdadeira, nela não há sombra de erro, assim como no Nosso Deus não há sombra de engano.

E como qualquer atributo de Deus sua Revelação é boa, agradável e perfeita, assim como resultado de Sua Perfeita, Boa e Santa Vontade.

Sobre hermenêutica, pode falhar como qualquer ciência humana, sem que isso invalide o objeto de estudo.

Concluindo, a discussão de que a Bíblia pode ou deve ser interpretada a luz de Cristo ou da própria Bíblia carece de sentido, simplesmente por inócua que é. Não há como separar a Palavra de Deus do próprio Deus como uma coisa autônoma.

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