Pular para o conteúdo principal

Verdadeiros Adoradores XVI - O Culto nos Lares



Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional
Romanos 12:1


Há cerca de 4 anos atrás tive a oportunidade de dirigir algumas lições na Escola Bíblica Dominical baseadas nesse tema. Vamos passar a reproduzi-las aqui em partes e estaremos a disposição para que dúvidas sejam tiradas pelo email aplacido@gmail.com


•       Questões a considerar
–      É importante a realização de cultos nos lares?
–      A igreja deve incentivar os cultos em pequenos grupos?
–      Qual o perigo que existe nessa prática?

•       Pequenos grupos na Bíblia
–      Moisés é orientado pelo sogro (Ex 18:1-27)
–      Jesus faz seu trabalho com um pequeno grupo de doze inicialmente (Mc 3:13-19);
–      A igreja primitiva se reunia em grupos nas casas.
•       Os cristãos primitivos não concebiam a igreja como um lugar de culto como se faz nos nossos dias.
•       Igreja significava um corpo de pessoas numa relação pessoal com Cristo.
•       Os cristãos se reuniam no templo (At 5:12) ;
•       Nos auditórios públicos de escolas (At 19:9);
•       Nas sinagogas (At 14:1,3; 17:1; 18:4) ;
•       Mas em virtude das perseguições, a igreja primitiva tornou-se uma igreja sem templo e as reuniões se davam principalmente nos lares (At 12:12; Rm 16:5,23; CI 4:15; Fm 1-4).

Ed René Kivitz
(Pastor da Ig. Batista de Água Branca/SP)
(Koinonia)
É impossível 'levar as cargas uns dos outros', 'orar uns pelos outros', 'aconselhar uns aos outros', etc., se os uns só se encontram com os outros no meio de multidões reunidas para eventos dominicais, onde mal dá tempo de responder a um 'Tudo bem?’.

•       Razões para os pequenos grupos
–  O ambiente do culto no templo não favorece a interação entre as pessoas;
– O culto público na igreja nos leva mais a um contato com Deus do que com o próximo;
– São salas de parto para novos cristãos
•  O evangelismo funciona mais eficientemente através de relacionamentos pessoais;
•  Envolve a pregação mas também a visualização da ação cristã.
•  Facilita a integração das pessoas;
•  Foi o método usado por Jesus;
• É importante para o evangelizado ver o cristianismo funcionando na prática;
–      São salas de parto para novos líderes
•       A proximidade ajuda a romper as barreiras do anonimato;
•       Há espaço para que sejam percebidas as habilidades individuais;
•       Grupos menores ajudam a superar os efeitos da timidez;
–      Estendem os limites do cuidado com o rebanho
•       Momentos de desabafos são mais fáceis em pequenos grupos;
•       Intercessão e aconselhamento mútuo é mais facilmente realizado;
•       Favorece o pastoreio mútuo.
–      Facilitam a aprendizagem
•       Dúvidas e incertezas são mais facilmente declaradas;
•       Há oportunidade de esclarecer questões individuais sobre a Palavra;
•       É mais fácil contextualizar a mensagem;
–      Ajudam a concretizar o amor fraternal
•       Permite ao “amor” parar e ouvir as necessidades do outro;
•       É mais fácil perceber a carência do outro e se propor a ajudá-lo, como também pedir ajuda;
–      Facilitam o engajamento na ação social
•   Cada grupo de acordo com as suas afinidades desenvolverá  atividades em ministérios úteis;
•   Facilitam o exercício dos dons;

Os contatos adquiridos na multidão são frios e impessoais. Os relacionamentos que satisfazem são aqueles sustentados e alimentados pela proximidade adquirida por uma saudável convivência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...

“Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus - Romanos 11:33-36

  “Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus Romanos 11:33-36 Romanos deve ser a porção mais densa do Novo Testamento no âmbito doutrinário, revelando atributos de Deus de forma cabal. Nos capítulos de 1 a 11, Paulo descreve em minuciosos detalhes e com argumentos robustos o caráter do Deus altíssimo. Nos livros de Jó, Habacuque e Jeremias, Deus mesmo se mostra como sendo de uma imensidão incompreensível ao homem, os servos de Deus são confrontados de forma violenta quando questionam os desígnios divinos. Paulo em Romanos vai desdobrando a forma como Deus conduz a humanidade ao longo das eras, e como soberanamente põe e dispõe a história para que seu decreto eterno seja cumprido. Ao final dessa porção mais densa e doutrinária da epístola aos Romanos (capítulos 1 a 11), Paulo não conclui com uma fórmula lógica ou com uma aplicação moralista, mas com um cântico de exaltação, uma doxologia que tenta traduzir toda exuberância e majestade de Deus. Ele não encerra...