Pular para o conteúdo principal

Tolices que Cantamos VIII - Gritarei e aplaudirei.





Celebrarei
Frutos do Espírito

Em suas portas entrarei com louvor, Em seus átrios, hinos eu cantarei
Seu louvor estará nos meus lábios, continuamente eu celebrarei
O Senhor me cingiu de alegria, me vestiu com vestes de louvor
A Ele levanto minhas mãos, salto de alegria, canto esta canção
Celebrarei e cantarei, celebrarei e dançarei
Celebrarei com tudo o que sou, com tudo o que tenho louvarei ao Senhor
Celebrarei e aplaudirei, celebrarei e saltarei
Celebrarei com tudo o que sou, com tudo o que tenho louvarei ao Senhor
Com júbilo celebrai ao Senhor com hinos de louvor
Em sua presença há grande alegria e liberdade em seu amor


A ideia destes posts nem de longe é promover uma inquisição no cancioneiro gospel, mesmo porque sou muito insignificante para liderar um movimento deste porte.

A nossa intenção é demonstrar apenas nas músicas que nos caem no conhecimento os erros teológico doutrinários a luz da interpretação de tradição reformada da Palavra de Deus.

Um outro problema que leva muitos a não entender o papel da música na adoração no culto a Deus, é um conceito equivocado de separação do sacro e do secular, herança de anos de domínio do arcabouço católico arraigado na cultura do brasileiro. O simples fato de colocarmos algumas terminologias “sacras” ou mesmo o nome de Deus não santifica uma letra, assim como a ausência desses termos não a demoniza. Essa é uma visão dicotômica pregada pelas igrejas de poder que nada tem de bíblica. A adoração do ponto de vista bíblico tem sim muito a ver com a sinceridade de coração, porém ninguém se engane, que mesmo sincera, não pode ser feita de qualquer forma, ou ainda com ideias e conceitos estranhos aos atributos revelados de Deus.

Sendo assim, vamos a música lá de cima. Apesar da poesia recheada de frases retiradas dos salmos, ela apresenta um pequeno problema: “aplaudirei” . Em nenhum momento, nem forçando a barra, vemos na Bíblia referencias ao povo de Israel, nem no novo testamento, aplaudindo ao Senhor. Nas práticas cúlticas não há qualquer referencia a saltos, gritos, danças nem palmas nos cultos prestados a Deus.

A única referencia a aplaudir a Deus está no Salmo quando diz “os rios batam palmas”.

Para melhor esclarecimento sugiro que leiam um post anterior que trata exatamente da questão de aplausos para Jesus.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

Identidade Presbiteriana

Eis a Identidade Presbiteriana - Rev. Ageu Magalhães INTRODUÇÃO A “identidade presbiteriana” é bastante citada no contexto presbiteriano, mas é quase um jargão não muito bem definido. Por conta desta indefinição foi que resolvi escrever algumas linhas sobre o assunto, algo sintético mesmo. Alisto abaixo o que é distintivo em nosso sistema e, na sequência, a explicação de cada um dos pontos: - Governo: Representativo - Ofícios: Presbíteros (docentes e regentes) e Diáconos - Regra de Fé e Prática: Bíblia - Teologia: Reformada, Aliancista - Subscrição: Confissão de Fé, Catecismos Maior e Breve de Westminster - Culto: Princípio Regulador do Culto (só o que é prescrito na Bíblia é permitido) - Dons espetaculares: Cessacionista  - Ceia: Presença Espiritual de Cristo - Batismo: Aspersionista e Pedobatista 1. GOVERNO REPRESENTATIVO As 3 principais formas de governo de igreja são: 1. Episcopal - Um governa todos. A decisão final sobre os assuntos da i...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...