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Verdadeiros Adoradores IX - A Música no Culto



Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional
Romanos 12:1


Há cerca de 4 anos atrás tive a oportunidade de dirigir algumas lições na Escola Bíblica Dominical baseadas nesse tema. Vamos passar a reproduzi-las aqui em partes e estaremos a disposição para que dúvidas sejam tiradas pelo email aplacido@gmail.com



•       Questões a considerar
–      O que é e o que não é música sacra?
–      Existe distinção entre cânticos e hinos?
–      Tudo que não é música sacra é pecado?
–      A simples menção a palavras bíblicas torna uma música sacra?
–      Qual tipo de música usar no culto? Isso tem a ver com que?
•       Ritmos;
•       Idade;
•       Letra;
•       Autor


•       O que é música
–      Meio universal de expressão. Em todas as culturas, em todas as épocas, a música sempre esteve presente;
–      Música é a arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos (Enciclopédia Barsa);
–      Música é simplesmente uma seqüência de notas em determinado ritmo e que em si ela é neutra, nem boa nem má.


•       O que é música sacra
–      A Bíblia não determina as músicas, os instrumentos e o estilo da música que deve ser usado no culto.
–      O ritmo não é o mais relevante.
–      O que a torna sacra são os textos e a mensagem que veicula (letra).
–      Mas não podemos defender um único tipo de ritmo como música espiritual;
–      Nem qualquer música se torna sacra por si só;
–      Existem características importantes que marcam a sua natureza sacra.


•       Que princípios a música deve seguir e que efeitos deve produzir no culto para que seja considerada sacra ou espiritual.
–      A música deve edificar a comunhão (2Cr 5:12-14)
•   Gerar unidade na diversidade dos participantes do culto.
•   Deve ser uma oportunidade de unir as vozes para expressar sentimento, esperança e gratidão de todos a Deus.

–      A música deve anunciar (CI 3:16-17)
•   Precisa servir à Palavra e preparar a congregação para ouvi-Ia.
•   Realçar a proclamação no culto.
•   Estar em sintonia com a Palavra de Deus;
•   Deve tornar-se uma revelação divina e nunca entretenimento.
•   Para isso precisa conseguir transmitir a mensagem.

–      A música deve motivar e envolver a congregação
•   Toca sentimentos;
•   Nos põe em movimento;
•   Deve usar ritmo e tom que permita a congregação participar;
•   Deve-se evitar maneirismos e apelos comuns em shows como paradas, brados de ordem e coisas similares;

–      A música ajuda na cura das pessoas (1 Sm 16:23)
•  Há tratamentos baseados na música. Na Bíblia, encontramos a musicoterapia, por exemplo, na história de Saul.
•   A música sacra não é exceção. Pelo contrário, cada música cantada deveria contribuir para a cura das pessoas O ministro de música da igreja deveria levar isso em conta ao programar o louvor cantado no culto.

–      A música deve servir para a edificação (Ef 5:19-20)
•     Consolar,
•     Incentivar,
•     Libertar.

–      A música deve apontar para a glória celestial (Ap 14:2,3)
•   A música é, provavelmente, o único elemento do culto que também existirá no céu.
•    A música é vista como um prelúdio da vida eterna; o louvor vai encher o céu.



Benjamin Jowett
(1817-1893)
(Teólogo Inglês e estudioso de música clássica)

"Muitas músicas se caracterizam por individualismo exagerado que as torna impróprias para uso geral no culto público. O culto público não é um meio de graça em que cada um pode afirmar a sua individualidade e auferir auxílio só para si. Não se deve supor que a congregação é uma porção de unidades isoladas, cada qual tendo em vista algo particular e pessoal a buscar.“


Agostinho
(354-430 d.c.)

Assim flutuo entre o perigo do prazer e os salutares efeitos que a experiência nos mostra. Portanto, sem proferir uma sentença irrevogável, inclino-me a aprovar o costume de cantar na igreja, para que, pelos deleites do ouvido, o espírito, demasiado fraco, se eleve até aos afectos da piedade. Quando, às vezes, a música me sensibiliza mais do que as letras que se cantam, confesso com dor que pequei. Neste caso, por castigo, preferiria não ouvir cantar. Eis em que estado me encontro


Rev. Charles Melo de Oliveira
(Vicepresidente da Junta de Educação Teológica – JURET/IPB)

O processo de secularização vem impingindo sobre a igreja uma verdadeira crise de identidade. Hoje é possível confundir cultos dominicais com shows onde os popstars desfilam roupas extravagantes e são utilizados recursos de ponta em iluminação e jogos de luzes coloridas. As máquinas de fumo tornam o cenário opaco e acentuam ainda mais as cores vivas dos holofotes. A impressão que isso causa não é de adoração a Deus, mas de entretenimento e, por que não dizer, carnalidade.


Alexandre Plácido
(Apreciador de música de qualidade)

A música sacra deve manter o foco no fato que a estrela deve ser sempre a mensagem. Mais, ainda deve aliar bom gosto musical com uma poesia bem construída e agradável aos ouvidos evitando cacofonias e meras repetições.“



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