Pular para o conteúdo principal

Verdadeiros Adoradores - I - O que é o Culto Cristão


Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional
Romanos 12:1


Há cerca de 4 anos atrás tive a oportunidade de dirigir algumas lições na Escola Bíblica Dominical baseadas nesse tema. Vamos passar a reproduzi-las aqui em partes e estaremos a disposição para que dúvidas sejam tiradas pelo email aplacido@gmail.com


Antes de respondermos temos algumas questões a considerar:

1.    Porque Eu vou ao culto? Qual a diferença entre: Assistir o culto? Assistir ao culto?
2.    Toda programação na igreja é culto? Toda ela deve ser um culto?
3.    Quais os elementos necessários para se caracterizar como culto?

Ao fazermos uma análise do capítulo 12 de 1o Coríntios vemos um alerta de Paulo a cerca dos dons espirituais, para que não sejais ignorantes:

1.    Ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema;
2.    Só pelo Espírito Santo pode-se chamar Jesus de Senhor;
3.    Há diversidade de dons e ministérios mas um só Espírito;
4.    A manifestação do Espírito sempre será útil;
5.    O Espírito atua através da individualidade de cada um através da sua própria repartição dos dons;

Mas como dito acima existem alguns elementos que inevitavelmente estarão presentes em um culto cristão verdadeiramente bíblico, e os que fogem radicalmente a essa essencialidade não devem fazer parte do culto cristão conforme prescrito na Palavra.

1.    Primeiro Elemento: A Palavra de Deus
a.    Atribui autoridade a liturgia;
b.    Ilumina os cânticos;
c.     Leva-nos a orar;
d.    Proporciona comunhão;
e.    Orienta as cerimônias (Batismo, Ceia etc.);
f.      Dá conteúdo ao que é dito;

2.    Segundo Elemento: A Oração
a.    A oração sempre esteve presente desde o início da igreja (Atos 4:23-31);
b.    Oração privada – Feita de forma individual só tendo em conta a sua própria pessoa. Uma pessoa ora apenas por si mesmo;
c.     Oração comunitária – Todos oram uns pelos outros. O eu é substituído por nós. 

3.    Terceiro Elemento: O Canto
a.    Inerente a adoração;
b.    Através da música agradecemos a Deus seus benefícios;
c.     O conteúdo do cântico é tão importante quanto a forma (sinceridade, gratidão);
d.    Deve ser feito com ordem e decência ( 1 Co 14:40);

4.    Quarto Elemento: A Comunhão
a.    Podemos cultuar sozinhos (Mt. 6:5,6);
b.    Deus tem prazer no culto coletivo (Sl. 133);
c.     O culto coletivo supre necessidades sociais e emocionais daqueles que dele participam

5.    Quinto Elemento: As cerimônias
a.    Sacramentais – Praticados e ordenados por Jesus:
                                               i.     Batismo;
                                             ii.     Ceia;
b.    Não sacramentais – Fazem parte do culto mas não são ordenanças:
                                               i.     Profissão de fé;
                                             ii.     Ordenação de oficiais.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conhecendo o Presbiterianismo I - Quem Somos e de Onde Viemos

¡   O que Somos §   A IPB é uma federação de igrejas que tem em comum: ▪       História; ▪       Forma de Governo; ▪       Teologia ▪       Padrão de Culto, Liturgia e Vida Comunitária ¡   De onde viemos §   A IPB pertence ao grupo das igrejas REFORMADAS . ▪       Fundada em 1859 a partir do trabalho missionário da PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos); ▪       A origem do Presbiterianismo remonta ao século XVI nas igrejas protestantes reformadas da Suiça, com Ulrich Zwinglio e Jean Calvin, e da Escócia com John Knox.   ¡   Porque Presbiteriana §   O nome vem a partir da forma de administração. ▪       A IPB é administrada por PRESBÍTEROS eleitos pelas comunidades locais; ▪       Sendo ...

A SOBERANIA (LIMITADA?) DE DEUS.

  Vez por outra participo de algumas conversas em grupos de WhatsApp de assuntos cristãos. Coisas que me cansam sobremaneira nesses grupos: 1. O mono tema. Parece que todo o arcabouço doutrinário gira em torno de predestinação e eleição. 2.     A imensa dificuldade das pessoas lerem o que está escrito de forma objetiva. 3.   A propensão quase total de estabelecerem por suas cabeças o que os outros pensam, definir qual argumento que querem combater, em geral é uma False Flag [1] ou como prefiro um espantalho, e passar a definir o que o outro lado pensa. Exatamente dentro desse quadro me deparei com uma pessoa que me traz afirmações peremptórias como as que passarei a analisar a seguir. “ Não fazia parte dos planos de Deus ,isso foi um investimento em cima de Jó tanto de satanás como de Deus. Isso não aconteceu por que Deus planejou, mas sim por que satanás acusava a  Jó diante de  Deus ,que Jó era fiel por que Deus...

“Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus - Romanos 11:33-36

  “Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus Romanos 11:33-36 Romanos deve ser a porção mais densa do Novo Testamento no âmbito doutrinário, revelando atributos de Deus de forma cabal. Nos capítulos de 1 a 11, Paulo descreve em minuciosos detalhes e com argumentos robustos o caráter do Deus altíssimo. Nos livros de Jó, Habacuque e Jeremias, Deus mesmo se mostra como sendo de uma imensidão incompreensível ao homem, os servos de Deus são confrontados de forma violenta quando questionam os desígnios divinos. Paulo em Romanos vai desdobrando a forma como Deus conduz a humanidade ao longo das eras, e como soberanamente põe e dispõe a história para que seu decreto eterno seja cumprido. Ao final dessa porção mais densa e doutrinária da epístola aos Romanos (capítulos 1 a 11), Paulo não conclui com uma fórmula lógica ou com uma aplicação moralista, mas com um cântico de exaltação, uma doxologia que tenta traduzir toda exuberância e majestade de Deus. Ele não encerra...