Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional
Romanos 12:1
Há cerca de 4 anos atrás tive a oportunidade de dirigir algumas lições na Escola Bíblica Dominical baseadas nesse tema. Vamos passar a reproduzi-las aqui em partes e estaremos a disposição para que dúvidas sejam tiradas pelo email aplacido@gmail.com.
Antes de iniciarmos a série de lições creio que seja importante reproduzir o capítulo da Confissão de Fé de Westminster que trata sobre o culto a Deus.
Lembrando aos desavisados que a Confissão de Fé de Westminster é reconhecida como a principal compilação doutrinária das igrejas reformadas, e no caso da IPB é um dos símbolos de fé, sendo o principal balisador da expressão do que cremos. Não substitui a Palavra de Deus, mas ajuda-nos a compreender a partir do ensinamento de sábios.
CAPÍTULO
XXI
DO
CULTO RELIGIOSO E DO DOMINGO
I. A luz da natureza mostra que há um Deus que
tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que,
portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o
coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o
verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade
revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos
homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de
qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.
Ref. Rom.
1:20; Sal. 119:68, e 31:33; At. 14:17; Deut. 12:32; Mat. I5:9, e 4:9, 10; João
4:3, 24; Exo. 20:4-6.
II. O culto religioso deve ser prestado a
Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e só a ele; não deve ser prestado nem
aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da queda,
deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro senão Cristo.
Ref. João 5:23; Mat. 28:19;
II Cor. 13:14; Col. 2:18; Apoc 19:10; Rom. l:25; João 14:6; I Tim. 2:5; Ef.
2:18; Col. 3:17.
III.
A oração com ações de graças, sendo
uma parte especial do culto religioso, é por Deus exigida de todos os homens;
e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio do seu
Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência,
humildade, fervor, fé, amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em
uma língua conhecida dos circunstantes.
Ref. Fil. 4:6; I Tim. 2:1;
Col. 4:2; Sal. 65:2, e 67:3; I Tess.
5:17-18; João 14:13-14; I Ped. 2:5; Rom. 8:26; Ef. 6:8; João 5:14; Sal.
47:7; Heb. 12:28; Gen. 18:27; Tiago 5:16; Ef. 6:18; I Cor. 14:14.
IV. A oração deve ser feita por coisas
lícitas e por todas as classes de homens que existem atualmente ou que
existirão no futuro; mas não pelos mortos, nem por aqueles que se saiba terem
cometido o pecado para a morte.
Ref. Mat. 26:42; I Tim.
2:1-2; João 17:20; II Sam. 7:29, e 12:21-23; Luc. 16:25-26; I João 5: 16.
V. A leitura das Escrituras com o temor
divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a
Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração,
bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos
por Cristo - são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos
religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo
o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo
santo e religioso.
Ref. At. 15:21; Apoc. 1:3; II Tim. 4:2; Tiago
1:22: At. 10:33; Heb. 4:2; Col. 3:16;
Ef. 5:19; Tiago 5:13; At. 16:25; Mat. 28:19; At. 2:42; Deut. 6:13; Ne. 10:29;
Ec. 5:4-5; Joel 2:12; Mat.
9:15.
VI. Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem
qualquer outro ato do culto religioso é restrito a um certo lugar, nem se torna
mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija, mas,
Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade - tanto em
famílias diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais
solenemente em assembléias públicas, que não devem ser descuidosas, nem
voluntariamente desprezadas nem abandonadas, sempre que Deus, pela sua
providência, proporciona ocasião.
Ref. João 5:21; Mal. 1:11; I
Tim. 2:8; João 4:23-24; Jer. 10: 25; Jó
1:5; II Sam. 6:18-20; Deut. 6:6-7; Mat. 6: 11, e 6:6; Isa. 56:7; Heb. 10:25;
Prov. 5:34; At. 2:42.
VII.
Como é lei da natureza que, em geral,
uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em
sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a
todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em
sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do
mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a
ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na
Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim
do mundo como o sábado cristão.
Ref. Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2;
At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.
VIII.
Este sábado é santificado ao Senhor
quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão
ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um
santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos
seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo
em exercícios públicos e particulares de
culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.
Ref. Exo. 16:23-26,29:30, e
31:15-16; Isa.58:13.

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