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As vezes o melhor é desistir




Pode parecer um paradoxo com o post anterior, e o é mesmo.

Mas a constatação é que mesmo acreditando que conflitos são necessários, temos que reconhecer que precisamos escolher quais conflitos queremos ter ou manter.

E a conclusão a qual chegamos é que, se um conflito está lhe causando mal, por mais correta que seja sua posição, e que tenha convicção de seus argumentos, é essencial considerar a opção de deixar para lá, sobretudo se a questão em si não irá lhe afetar diretamente.

Talvez seja acusado aqui de omissão, pode ser. Mas dar murro em ponta de faca além de doer, só nos é possível até o momento em que ainda temos mão, vai chegar uma hora que nossa mão já não existe mais, esfacelada de tantos cortes.

Lembro de uma expressão bíblica que fala de "jogar pérolas aos porcos" em Mateus 7:6, ou como dizia mui sabiamente um amigo "falar com as paredes". Se essa sua luta é inglória, sem sucesso, e sem respaldo, penso que talvez seja o momento de parar.

Assim me sinto e assim estou agindo, direcionando meus esforços para aquilo que possa ser útil a outros que assim o queiram e a mim mesmo.

O sair, deixar nunca é fácil, mas necessário as vezes.

Se quiserem entender melhor o contexto leiam os posts anteriores:


O Porque do Autobiográfico?

Guerra e Paz



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