Pular para o conteúdo principal

Sede de Deus

"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?" (Salmo 42.1-2) 



              Neste belo texto bíblico o salmista expressa sua carência de Deus, ele está falando de sede. Vivemos uma sociedade sedenta, pessoas que estão à procura de algo que venha preencher o vazio. Muitas se acham no deserto. Como atender esta carência? Creio que é possível, a partir do momento que desenvolvemos uma espiritualidade saudável, equilibrada e disciplinada. Consideremos algumas idéias:

               1. O que é espiritualidade?


            Não é fuga, também não se trata de uma falsa religiosidade ou piedade. Não é um mero estereótipo religioso. Muitos, hoje, confundem vida com Deus com usos e costumes, ou penitências, e há aqueles que chegam até a práticas da auto flagelação. Espiritualidade é uma vida de comunhão íntima, intensa e permanente com Deus. É andar com Deus, é ser amigo de Deus, é curtir Deus, é amar Deus acima de todas as coisas. "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mateus 22.37). É viver um estilo de vida planejado por Jesus em João 10.10: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". É estar conectado com Deus como lemos em João 15.4-5: "Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". 

               2. Como desenvolver uma boa espiritualidade?


               Algumas práticas são importantes e indispensáveis: 


             1) Leitura regular da Palavra de Deus: "Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" (Salmo 119.97). A Bíblia é a carta de Deus para nós.


              2) Oração diária: Pelo menos 15 minutos de oração por dia. Orar é falar com Deus, é ouvir Deus: "Orai sem cessar" (1 Tessalonicenses 5.17). Oração é o oxigênio da alma.


            3) Comunhão com o povo de Deus: Somos um corpo, esta comunhão se desenvolve nas celebrações e nas células, pequenos grupos."Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum" (Atos 2.44).


            4) Disciplina: A vida espiritual exige cuidados. Sem disciplina e dedicação é impossível manter uma boa vida devocional. "Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar" (1 Coríntios 9.26).

              5) Leitura de bons livros devocionais e memorização de textos bíblicos.

               3. No que resulta uma espiritualidade saudável?


               Resulta numa vida vitoriosa, frutífera, no foco de Deus, vida de testemunho como sal e luz, vida abençoadora e que glorifica a Deus. "Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido" (Salmo 1.3) e "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei" (Gálatas 5.22-23).

               Tudo isto é possível com a graça de Deus e a ação do Espírito Santo de Deus em nós. Assim Deus nos ajude. Amém.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus - Romanos 11:33-36

  “Ó profundidade!” — Um vislumbre da mente insondável de Deus Romanos 11:33-36 Romanos deve ser a porção mais densa do Novo Testamento no âmbito doutrinário, revelando atributos de Deus de forma cabal. Nos capítulos de 1 a 11, Paulo descreve em minuciosos detalhes e com argumentos robustos o caráter do Deus altíssimo. Nos livros de Jó, Habacuque e Jeremias, Deus mesmo se mostra como sendo de uma imensidão incompreensível ao homem, os servos de Deus são confrontados de forma violenta quando questionam os desígnios divinos. Paulo em Romanos vai desdobrando a forma como Deus conduz a humanidade ao longo das eras, e como soberanamente põe e dispõe a história para que seu decreto eterno seja cumprido. Ao final dessa porção mais densa e doutrinária da epístola aos Romanos (capítulos 1 a 11), Paulo não conclui com uma fórmula lógica ou com uma aplicação moralista, mas com um cântico de exaltação, uma doxologia que tenta traduzir toda exuberância e majestade de Deus. Ele não encerra...

Porque Crer na Soberania de Deus

Salmo 62:11: " Uma vez Deus falou, duas vezes ouvi, que o poder pertence a Deus ". Leia: 1o Crônicas 29:10-14 Como crer na soberania de Deus, após catástrofes e tragédias? Como crer na soberania de Deus diante de situações como violência, enfermidades, problemas familiares, desemprego, etc? Sua Palavra nos dá condições de confiar que ele está presente, no controle e regendo todo o universo. "Por que devemos crer na soberania de Deus?".  1. Porque tudo pertence a Ele. (11) Estamos diante de um versículo que nos ensina que a soberania de Deus reside no fato dele ser o dono de todas as coisas. Interessante, que por não entendermos muito bem isso, muitas vezes preocupamo-nos se teremos a provisão financeira para o mês inteiro, se teremos saúde para realizar nossos projetos profissionais e se teremos o pão nosso de cada dia. 2. Porque Ele domina sobre todos. (12) Quando nos debruçamos sobre a história da humanida...

Firme Seus Valores O Patrimônio Interior do Cristão Neste Mundo em Cristo. - Lição 15

Firme Seus Valores O Patrimônio Interior do Cristão Neste Mundo em Cristo. O objetivo desta lição e levar o leitor a refletir profundamente, a meditar muito sobre os comos e porquês, numa época em que a atitude mais popular é "não se envolver. Esperamos que o leitor "Firme Seus Valores" e maneira desafiadora. Martinho Lutero disse: "Quem prega o evangelho em todos os seus aspectos, menos nas questões relacionadas com os problemas de seu tempo, não está pregando o evangelho." Embora ele fosse um monge do século XVI sua mensagem é um apelo à relevância. E foi com muita coragem que ele se aplicou às causas que realmente Importavam. Ele viu a igreja "doente", paralisada pela tradição, corrupção e apatia. Ele removeu os entulhos secos de uma formalidade sem sentido, desafiou interpretações bíblicas inexatas, e pregou toda a verdade, correndo o risco de ser considerado herege. E à medida em que o Espírito Santo lhe dava novas revelações e fo...