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Meu Decálogo de Estimação










É impressionante a capacidade humana de enganar a si mesmo. Como gostamos de nos iludir e representarmos um papel escolhido de acordo com nossas conveniências.

Escolhemos cuidadosamente as virtudes que queremos cultivar e nos dedicamos a elas, elegendo-as como as mais importantes, e as outras relegamos a um segundo plano, esquecendo-nos da integralidade de nosso ser e de nossa conviência.
Isso se torna ainda mais grave em um ambiente cristão. A Bíblia em nenhum momento ressalta ou rebaixa qualidades cristãs, pelo contrário as coloca em um único patamar de requerimento.

Gostamos da idéia de que somos cumpridores da lei e nos esquecemos muitas vezes dos princípios intrínsecos a mesma.

Nos orgulhamos de ser dizimistas, muitas vezes mais por capacidade de ser disciplinado, e acreditar mesmo que veladamente nas recompensas materiais e nos esquecemos da hospitalidade e da generosidade. Nos colocamos como arautos da pureza sexual, em alguns casos mais por falta e coragem e oportunidade, e nos esquecemos de nossos pensamentos maliciosos. Valorizamos a justiça esquecendo da graça, ajudamos a quem se enquadra no nosso modelo, e não lembramos que a misericórdia deve ser exercida indistintamente.

· De que me adianta ser um dizimista fiel se não sou capaz de receber um irmão em minha casa?
· De que me adianta ser um esposo, ou esposa fiel, se não consigo demonstrar amor ao cônjuge?
· De que me adianta ter firmeza doutrinária, se não aplico a doutrina da graça nos meus relacionamentos?
· De que me adianta ser fiel e honesto no meu dia a dia se não consigo demonstrar simpatia e gratidão pelas bênçãos de Deus?
· De que me adianta falar em Salvação e não me sentir reconfortado nos braços do Pai descansando nEle?

Poderia aqui listar muitos outros questionamentos deste tipo.

Não, absolutamente não quero dizer que estas ou aquelas virtudes são mais importantes. O fato é que estas sem aquelas são apenas parte do caráter cristão que devemos ter, da mesma forma aquelas sem essas são incompletas.

Precisamos resgatar o entendimento de que fomos chamados para viver um cristianismo integral, não perfeito, mas completo. Um cristianismo envolvido nos princípios norteadores do prórpio Jesus:


Comentários

  1. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê mais amor.
    Amor a Deus e amor ao próximo.

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