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Manual do abandono

Ou como fazer de conta que não te conheço

Na reta final da campanha eleitoral vimos os dois candidatos se comportarem de maneira semelhante em relação a dois amigos que foram "pegos" com a boca na botija. Tanto Dilma quanto Serra viram em seus grandes amigos de outrora , Erenice e Paulo Preto, se envolverem em situações que poderiam prejudicar suas campanhas.
Mas logo os dois prontamente deram declarações desprezando toda a relação anterior que eles tinham com seus assessores e amigos.
Não quero falar aqui de política e sim da forma como desprezamos prontamente aqueles que são pegos num erro.
Da mesma forma que os nossos dois candidatos nós temos a tendência de partirmos para um isolamento similar a prática que se tinha na época de Jesus em relação aos leprosos. Queremos imediatamente eliminar todos os laços que tínhamos com a pessoa que errou com um medo patético de que se assim não fizermos não estaremos dando uma satisfação adequada a sociedade que nos envolve.
Essa não é uma atitude cristã, aprendemos na Bíblia, ou pelo menos deveríamos ter aprendido, que Deus ao mesmo tempo que é justo e exige justiça, é amor e é misericórdia. Os exemplos de perdão oferecidos a Jacó, Davi, Raabe, Sansão, e outros. A demonstração de amor e cuidado de Abraão em relação a Ló, mesmo tendo esse ofendido diretamente a Abraão, são exemplos claros de como deveríamos nos comportar quando um irmão cai.
Nos arrogarmos como anjos vingadores, não é nem de perto uma atitude aprovada pelo Nosso Senhor.
Pense nisso antes de apontar seu dedo indicador, de declarar sua indignação com o pecado do irmão, de agir como alguém que está acima do bem e do mal. Lembre que não interessa a quantidade, nem a qualidade do pecado, somos todos pecadores e indignos diante de Deus.

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